Venezuela: Vice-presidente da República sublinha papel de Angola na estabilidade regional

Vice-presidente da República - Manuel Domingos Vicente (foto de arquivo) (Foto: Clemente Santos)

A República de Angola tem sido um importante factor de paz e estabilidade regional e internacional, no âmbito da presidência da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), que vai no seu segundo mandato para o período de 2016 a 2018.

A informação foi prestada nesse sábado pelo vice-presidente da República de Angola, Manuel Domingos Vicente, na Ilha de Margarita, Venezuela, por ocasião da 17ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo do Movimento dos Países Não Alinhados, cujos trabalhos encerram hoje, domingo.

Precisou que na qualidade de membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para o biénio 2015-2016, Angola presidiu ao Conselho de Segurança em Março de 2016, tendo organizado um debate Aberto ministerial sob o lema “Manutenção da Paz e Segurança Internacional: Prevenção e Resolução de Conflitos na Região dos Grandes Lagos”.

Neste quadro, o responsável acrescentou que foram definidas as linhas mestras que, em sua opinião, podem contribuir para a resolução de conflitos que continuam a afectar a sub-região de África.

“Angola não se tem poupado a esforços para a realização dos objectivos centrais contidos nas decisões tomadas, de forma concertada e consensual pelas Nações Unidas, pela União Africana e por outras organizações regionais, com o objectivo de consolidar a paz, a estabilidade e o desenvolvimento económico na Região dos Grandes Lagos”, realçou.

Segundo disse, o país vai prosseguir com empenho e determinação na promoção e na preservação da harmonia e da segurança na região, em particular na República Centro Africana, na República Democrática do Congo, no Sudão do Sul e no Burundi, como condição indispensável para o progresso, quer da sub-região quer do continente africano no seu todo.

No domínio do desenvolvimento económico e social, Manuel Vicente disse que Angola continua a envidar esforços na recuperação da sua capacidade produtiva e a promover a diversificação da sua economia nacional.

Com isso, adicionou, Angola pretende participar activamente no comércio internacional e incrementar a troca de experiências nos domínios administrativos, da gestão macroeconómica, do combate à fome, à pobreza e às endemias, do aumento do emprego e da cooperação em outros sectores da economia real.

“Deste modo, reafirmamos a importância das iniciativas do Grupo dos 77, que visam implementar a Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030 e concluir os acordos sobre a reforma do sistema económico e financeiro e do comércio internacional”, asseverou.

Noutra vertente, declarou que a grande diversidade social, cultural, política, religiosa e económica dos países que integram o Movimento do Países Não Alinhados “só nos enriquece e constitui a base para alcançarmos êxitos nos nossos objectivos”.

Neste sentido, Manuel Vicente sublinhou a necessidade de uma abordagem mais ampla e pragmática entre os Estados-Membros para que se continue a promover os ideais que estiveram na origem do Movimento dos Países Não-Alinhados.

Por outro lado, o vice-presidente da República elucidou que o mandato de Angola como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU termina em Dezembro deste ano, tendo manifestado o seu apreço a todos os países que apoiaram na candidatura de Angola.

Reiterou total disponibilidade de Angola em continuar a contribuir para o engrandecimento do Movimento dos Países Não-Alinhados, assim como na prevenção de conflitos e na promoção da paz, estabilidade e segurança universal. (ANGOP)

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