Trump e Hillary disputam voto a voto a apenas dois meses das eleições

(AFP)

Os candidatos à Casa Branca Hillary Clinton e Donald Trump elevaram, nesta terça-feira (6), o tom de suas declarações na recta final da campanha às eleições de Novembro, em uma corrida disputada voto a voto.

A dois meses da eleição presidencial, a candidata democrata disse que o magnata republicano tem “algo a esconder”, ao se negar a mostrar sua declaração de renda e está “completamente equivocado” se acha que ninguém se importa com essa informação.

“Acho que é um assunto fundamental sobre o qual teremos de falar de uma forma, ou de outra nos próximos 62 dias, porque – claramente – tem algo a esconder”, disse Hillary aos jornalistas durante um voo para a Florida.

Segundo a ex-secretária de Estado, se Trump quiser continuar sua campanha, “deve ser franco com o povo americano e divulgar suas declarações de renda”.

Já Trump afirmou, em um ato público na Virgínia (leste), que Hillary é “um desastre”, assim como é “desastroso” o acordo que os Estados Unidos e vários outros países firmaram com o Irão por sua política nuclear.

“Hillary claramente se inclinou para a esquerda”, denunciou Trump, referindo-se à disputa, nas prévias democratas, entre a ex-secretária e o senador Bernie Sanders.

Fiel a seu estilo, Trump criticou a “estupidez” de várias decisões adoptadas por Hillary Clinton quando chefiava da Diplomacia americana, as quais contribuíram – segundo ele – para o surgimento do grupo Estado Islâmico.

A subida de tom nas declarações dos dois candidatos acontece no momento em que várias pesquisas mostram que a distância entre os dois diminuiu drasticamente.

Uma pesquisa divulgada hoje pela rede CNN mostra Trump ligeiramente à frente de Hillary, 45% a 43%.

Já na sondagem divulgada pela NBC News e realizada com eleitores registados, a democrata abre vantagem, com 48%, contra 42% para seu oponente.

Agora, Donald Trump e Hillary Clinton têm cerca de três semanas para se preparar para uma série de três debates.

Hoje, a democrata foi à Florida para participar de um evento de registo de eleitores, enquanto Trump tinha na agenda uma reunião na Virgínia e um ato de campanha na Carolina do Norte. (AFP)

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