Trump busca grande mobilização militar para derrotar EI

Donald Trump (AFP)

O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu aumentar fortemente os gastos militares no país, e afirmou que pedirá a seus generais um plano para derrotar o grupo Estado Islâmico (EI) com o prazo de 30 dias depois de assumir o cargo.

Em campanha na Filadélfia, Trump disse a seus partidários que o Exército americano se tornou “tão esgotado” que será necessário uma mobilização em grande escala, incluindo aumento de tropas e grandes números de aeronaves e navios.

Atacando sua rival democrata, Hillary Clinton, à frente de seu primeiro evento conjunto – um fórum na quarta-feira sobre o papel do presidente como chefe em comando – Trump chamou a ex-secretária de Estado de “rápida no gatilho e muito instável”.

“O legado de Hillary Clinton no Iraque, na Líbia e na Síria gerou apenas tumulto, sofrimento e morte”, declarou ao público.

“Imediatamente após eu assumir o cargo, vou pedir aos meus generais que me apresentem um plano no prazo de 30 dias para derrotar e destruir o ISIS”, declarou o Trump, usando um acrónimo alternativo para o grupo Estado Islâmico.

“Isso demandará guerra militar, mas também guerra cibernética, guerra financeira e guerra ideológica”, afirmou.

Fornecendo mais detalhes subtis do que nos comícios genéricos que os partidários já estavam acostumados, Trump expôs propostas para um exército ativo de em torno de 540.000 tropas, 36 batalhões de fuzileiros navais e uma marinha de 350 navios e submarinos.

“Eu pedirei ao Congresso para financiar completamente o custo da despesa militar. No processo, nós faremos o governo mais enxuto e mais responsivo ao público”, prometeu Trump.

“Nós nos defenderemos, porque sem defesa nós não temos um país”, disse à multidão.

A maioria das pesquisas mostram Hillary liderando, enquanto a corrida eleitoral presidencial entra em sua recta final, com apenas nove semanas antes da eleição de 8 de Novembro.

Trump se afastou de Hillary em uma nova pesquisa CNN/ORC, de 45% para 43% entre os eleitores.

Uma pesquisa da NBC de eleitores registados mostra Hillary liderando com 6 pontos percentuais – 48% contra 42%.

Uma outra pesquisa, realizada em 50 estados pelo jornal The Washington Post, mostrou Hillary com uma liderança sólida em votos do colégio eleitoral – os votos que definirão por fim quem ganha a eleição presidencial – mesmo em algumas fortalezas republicanas. (AFP)

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