Swazilândia assume liderança da organização regional SADC

O Rei Mswati III, do Reino da Swazilândia, recebeu do Presidente do Botswana, Seretse Khama Ian Khama, o martelo que simboliza a presidência em exercício da organização regional. (Foto: D.R.)

O Reino da Swazilândia vai dirigir a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral por um ano.

O Reino da Swazilândia assumiu na última terça-feira, em Mbabane, capital do país, a presidência rotativa  da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), por um período de um ano, substituindo o Botswana. O vice-presidente da República, Manuel Vicente participou do encontro em representação do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.

O Rei Mswati III, do Reino da Swazilândia, recebeu do Presidente do Botswana, Seretse Khama Ian Khama, o martelo que simboliza a presidência em exercício desta organização regional, que comporta 15 Nações.

Ao falar no acto de entrega dos símbolos da SADC, no decurso da 36ª Cimeira de Chefes de Estado da SADC, que decorre na capital swazi, o presidente do Botswana realçou a importância de se elevar a directiva de industrialização da região.

Em relação ao desempenho económico regional, afirmou que dados disponíveis, fornecidos principalmente por estados membros, indicam um período que deverá aproveitar para dar o seu contributo à directiva de industrialização da região.

O Rei Mswati III, do Reino da Swazilândia, recebeu do Presidente do Botswana, Seretse Khama Ian Khama, o martelo que simboliza a presidência em exercício da organização regional.

Aferiu que, enquanto factores externos têm largamente contribuído para o actual desempenho insatisfatório regional, internamente muitas economias da região permanecem não diversificadas e são incapazes de absorver choques, incluindo quedas dos preços de mercadorias.

Fez saber que a média do PIB bruto real regional, continua a desacelerar, situando-se em 2,8 porcento em 2015, comparado a 3,3 porcento em 2014.

Com efeito, aclarou que só a RDC e a Tanzânia registaram taxas de crescimento real do PIB acima da meta regional (de sete por cento).

Seretse Khama Ian Khama focou também a estratégia da segurança alimentar e nutricional dos Estados membros em meios reais e substanciais, que terão impacto positivo sobre o processo de transformação socioeconómica regional.

Por outro lado, na sua primeira intervenção como presidente da SADC, o Rei Mswati III começou por prestar uma homenagem ao Presidente do Botswana “pela forma exemplar como conduziu os destinos da organização regional, durante o seu mandato”.

“Tenho a certeza de que todos concordarão comigo: Ele elevou o patamar da nossa agenda, pelos progressos alcançados na organização ao longo da sua presidência”, expressou.

Destacou também a importância de se preservar os objectivos da organização regional definidos pelos seus fundadores.

Em relação ao seu mandato na liderança da SADC, notou que vai concentrar todos os seus esforços na mobilização de recursos financeiros para a implementação dos projectos de industrialização da região.

Com efeito, defendeu a criação de um fundo que sirva como capital inicial de financiamento dos projectos regionais.

“Chegamos a uma fase que nós, estados membros da SADC, devemos demonstrar o nosso cometimento para com os nossos objectivos, através de contribuições para o fortalecimento da nossa organização”, expressou.

Por sua vez, a presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini Zuma, referiu que, apesar do impacto de extremas condições atmosféricas e instabilidade devido a conflitos internos e terrorismo, “África continua a caminhar bem”.

Informou que o crescimento de 2016 para o continente está ainda projectado a volta de 3,7 porcento, contra uma média global mais baixa.

Lembrou que o continente necessita de um crescimento médio de sete porcento, para alcançar a rápida transformação estrutural necessária para criar prosperidade e melhores condições de vida para todos os povos de África.

A 36ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que decorreu no Palácio de Lositha, em Mbabane, Reino da Swazilândia, encerrou na quarta-feira.

A cimeira decorreu sob o lema “Mobilização de Recursos para os Investimentos em Infra-estruturas Energéticas Sustentáveis, com vista a uma Industrialização Inclusiva e Próspera da Região”.

Entre os assuntos que estiveram em debate, destaque para o processo de industrialização da região austral de África, as contribuições dos Estados membros que se encontram atrasadas, bem como as estratégias da segurança alimentar e nutricional da região.

Integram a SADC Angola, África do Sul, Botswana, República Democrática do Congo (RDC), Lesotho, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Swazilândia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwe e Seicheles. (jornaldeeconomia)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA