Sul-coreanos dispostos a apoiar diversificação da economia

Secretária de Estado do MIREX - Ângela Bragança (à dir.) recebe Lim Sungnam - Vice-Ministro para Assuntos Políticos da República da Coreia (Foto: Francisco Miúdo)

As autoridades sul-coreanas manifestaram nesta sexta-feira, em Luanda, a disponibilidade em apoiar Angola no seu processo de diversificação da economia.

Este facto foi referido pelo vice-ministro para os Assuntos Políticos da República da Coreia, Lin Sungnam, durante um encontro com a Secretária de Estado para a Cooperação, Ângela Bragança.

Lin Sungnam ressaltou que o objectivo da sua visita ao país, iniciada esta sexta-feira e que irá até sábado, é o do reforço dos laços de amizade, não só na área económica, mas também política, com vantagens recíprocas.

Neste sentido, manifestou o desejo de contribuir para o êxito das políticas do governo angolano no sentido da diversificação da economia.

Por sua vez, a Secretária de Estado para a Cooperação, Ângela Bragança, referiu ter sido um bom encontro, sendo que são dois estados que possuem relações desde 1992 e, neste contexto, realizam já duas sessões da Comissão Bilateral, estando em perspectiva a terceira entre o final do presente ano e início de 2017, na capital angolana.

Deu a conhecer que, durante a reunião, a parte angolana apresentou o quadro político, social e económico actual, suas prioridades no domínio da energia, agricultura, formação de quadros, atendendo ao elevado potencial da República da Coreia.

Estas boas relações, referiu, têm permitido ainda trocas de delegações e visitas de alto nível, mas que no entanto é importante equacionar, no domínio empresarial, as acções a desenvolver.

“Este país está disponível, daí estarmos a analisar algumas áreas no âmbito da diversificação”, referiu.

Acrescentou ainda terem sido abordadas algumas preocupações de âmbito político, relativamente aos testes que estão a ser realizados pela Coreia do Norte, tendo Angola manifestado a sua posição, bem como a forma como está a equacionar o problema.

“Angola partilha no mundo o princípio da paz, diálogo, cooperação e é nesta óptica que nós estamos a analisar a instabilidade que se verifica na península coreana, bem como de uma forma geral as ameaças que se verificam hoje no mundo”, acrescentou.

Neste sentido, argumentou terem partilhado algumas posições e consensos ao nível do Conselho de Segurança das Nações Unidas, uma vez que este país pretende, nos próximos anos, ser membro não permanente e solicitou por isso o apoio angolano. (Angop)

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