Rio2016: Samacaca de Angola e chuva intensa na abertura dos Jogos Paralímpicos

Abertura dos Jogos paralimpico do Rio2016: (Foto: Cedidas a Angop)

Com Angola trajada de samacaca, chuva intensa, um tombo, muita cor e alegria, além de uma vaia, foi assim que se iniciou na noite de quarta-feira (7) os XV Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro.

Dentre as tantas cenas emocionantes uma ficará fortemente marcada na mente dos espectadores que lotaram o estádio do Maracanã e de tantos milhões pelo mundo inteiro que acompanharam o acto de abertura do evento pelas cadeias televisivas.

A ex atleta Márcia Malsar, que sofre de paralisia cerebral, carregava a tocha quando se desequilibrou e caiu, mas em seguida levantou-se e sorrindo foi aplaudida de pé pelo público.

A ex-corredora entrou no estádio já debaixo de muita chuva. Apesar da enorme dificuldade para caminhar com um apoio na mão direita e a tocha na mão esquerda, ela caminhou longos metros até à entregar para a também corredora Adria Santos. Coube ao nadador Clodoaldo Silva acender a pira paralímpica.

O fogo paralímpico iluminará o Maracanã até 18 de Setembro, onde 4.342 atletas deficientes de 160 delegações, incluindo uma equipa de refugiados, passarão mensagem de determinação, força e superação.

O acto começou no fim da tarde com uma roda de samba, mostrando a riqueza musical da República Federativa do Brasil.

A viagem transmitida por vídeo do presidente do Comité Paralímpico Internacional (IPC – sígla em inglês), o britânico Philip Craven ao Brasil deu início ao espectáculo, que contou com a participação de cerca de 500 pessoas, entre coreógrafos e artistas, alguns com deficiências físicas.

Sob a música de Jorge Ben Jor, o Maracanã se transformou em praia, na qual passeavam os típicos vendedores ambulantes, as famosas barracas e o tradicional aplauso ao pôr-do-sol.

Outro momento emocionante aconteceu quando foi tocado o hino nacional do Brasil, interpretado pelo maestro João Carlos Martins, que precisou de abandonar o piano em um momento na carreira devido à atrofia nas mãos.

Em seguida, chegaram os protagonistas da festa: os atletas, que desfilavam ao ritmo contagiante. Angola teve como porta-bandeira a velocista visual Esperança Gicasso.

Os nomes das delegações eram expostos em quebra-cabeças que iam se juntando no meio do palco, tendo sido nesta ocasião que a delegação nacional, composta por 13 elementos, recebeu uma das maiores ovações da noite. Ficou mais uma vez demonstrado a irmandade entre os dois países irmãos, no dia em que o anfitrião comemorou a independência.

Concebida pelo designer gráfico Fred Gelli, o escritor Marcelo Rubens Paiva e o artista plástico Vik Muniz, a cerimónia teve como tema “Cada corpo tem um coração” e “acentua a condição humana, os sentimentos, as dificuldades, a solidariedade e o amor”, e nem as vaias do público ante ao discurso do presidente Michel Temer, quando declarava abertos os Jogos, macularam o colorido e a alegria de uma festa que se prolongará dentro e fora dos campos até dia 18 próximo. (Angop)

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