Proprietários: novo imposto sobre o património é mais uma “ofensiva da ganância fiscal do Governo”

(Bruno Simão)

Proprietários sustentam que o novo imposto sobre o património vai “arrasar completamente o nosso sector imobiliário”, que “dificilmente se poderá recompor”. E desafiam o Governo a começar por tributar o “vasto património imobiliário dos partidos políticos”.

A Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) “repudia” aquilo que aponta como sendo “a mais recente ofensiva da ganância fiscal do Governo e dos partidos de esquerda ao património imobiliário” e desafia o Executivo “a iniciar a aplicação do anunciado novo imposto aos próprios partidos políticos, que continuarão, tal como no IMI, IMT e Imposto de Selo, convenientemente isentos de todas as obrigações tributárias sobre o seu vastíssimo património imobiliário”.

A ALP reagiu desta forma à notícia desta quinta-feira, 15 de Setembro, do Jornal de Negócios que dá conta da intenção do Executivo de avançar, no próximo Orçamento do Estado (OE) com a criação de um novo imposto sobre o património imobiliário.

O novo imposto, que ainda está a ser desenhado pelo Governo, PS e Bloco de Esquerda, deverá incidir sobre a totalidade do património de um mesmo proprietário, desde que o respectivo valor patrimonial tributário não some um total inferior a pelo menos meio milhão de euros, sendo que tecto máximo está ainda a ser definido.

“Os proprietários são o bode expiatório deste Governo e dos partidos que o suportam no pagamento. Estão a pagar a factura da reposição de salários e da redução do IVA na restauração”, afirma Luis Meneses Leitão, presidente da ALP.

Em comunicado, a associação afirma que a medida não passa do resultado de uma “cegueira e ódio ideológico do arco da governação à propriedade imobiliária”. E recusa que “sejam, uma vez mais, os proprietários imobiliários, a sustentar a incompetência política e financeira deste Governo”. (Negocios)

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