Projecto agro-pecuário aumenta produção de aves

Aumenta produção de ovos na cidade do Luena (Foto: Angop)

Com uma produção diária de nove mil e 450 ovos, a Fazenda Agro-Pecuária de Sacassange, localizada no município do Luena, província do Moxico, quer dar resposta à crescente procura, razão pela qual vai aumentar, a partir do próximo ano, a sua capacidade para 12 mil ovos/dia.

De acordo com o director-geral da granja, Gil Coji, que falava à Angop, com base na estratégia de aumento da produção e fornecimento de alguns pontos da região Leste do país, como Saurimo (Lunda Sul) e Dundo (Lunda Norte), a fazenda prevê construir mais uma nave de aves, a fim de aumentar a produção para 12 mil ovos/dia.

“A nossa ideia era ter começado já este ano com a construção da nave, mas, se as condições não forem favoráveis, a obra arrancará em 2017”, disse.

O gestor explicou que a produção de ovos em 2014 era de oito mil e 400 ovos/dia, enquanto, este ano (2016), a produção diária ronda entre nove mil e 450 ovos, perfazendo uma produção anual de 3,6 milhões de ovos, satisfazendo, deste modo, entre 60 a 70 porcento das necessidades locais.

A par da criação de aves e da consequente produção de ovos, Sacassange tem o ponto forte na produção de hortícolas, com as cifras a variarem entre 250 a 350 toneladas/ano.

Sacassange apostou, igualmente, na criação de animais de médio e grande portes, como gado bovino, suíno e caprino. Hoje, a fazenda conta com pelo menos 500 cabeças de gado bovino e caprino.

Relativamente ao matadouro, o responsável fez saber que o processo de abate de animais é com base nas necessidades locais. “Os nossos concidadãos ainda não têm a cultura de comprar carne nos estabelecimentos comerciais. Este é o esforço que a fazenda está a fazer para os consumidores se identificarem com esta carne, para passarem a consumir o que é local, porque tem mais qualidade”.

O matadouro, construído no mesmo perímetro onde está implantada a área de produção de ração, loja, área administrativa, tem capacidade de abate de 200 cabeças de gado/dia.

A Administração de Sacassange já fez estudos para uma eventual comercialização da carne produzida neste matadouro para outros mercados, mas factores como as vias de acesso inviabilizam a materialização do mesmo, pelo facto de os trajectos serem longos e representarem custos, cuja cobertura seria difícil.

A fazenda está a produzir ração animal, mas com base nas suas necessidades internas, sendo o consumo mensal de 54 toneladas/mês e olhando também para o Projecto “Cidadela Jovem”, que também depende da ração de Sacassange, para o sustento dos seus animais.

A par das necessidades da fazenda, a ração produzida também é comercializada a alguns criadores e produtores, porque até a concepção da fábrica foi feita mesmo com esta visão panorâmica de permitir aos criadores locais que quisessem investir na parte de avicultura e pecuária tivessem aqui um grande ganho com esta produção interna de ração, ao invés de comprar em Luanda ou em Malanje.

Com capacidade de produção de uma tonelada/hora, conforme Gil Coji, entre 2015/2016, a fábrica comercializou pelo menos 50 toneladas para outros produtores. (Angop)

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