Primeiro-ministro japonês expressa a Fidel preocupação sobre Coreia do Norte

Shinzo Abe e Fidel Castro conversaram durante 70 minutos em Havana (AP)

Em Havana, Shinzo Abe discute com líder cubano os últimos testes de mísseis de Pyongyang, com quem Cuba mantém relações. Ele é o primeiro chefe de governo do Japão a visitar a ilha caribenha.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, esteve em Havana, nesta quinta-feira (22/03), na primeira visita de um chefe de governo do Japão a Cuba. Abe se encontrou com Fidel Castro, procurando apoio contra as ambições nucleares da Coreia do Norte, que mantém relações com a ilha caribenha.

“O primeiro-ministro salientou a necessidade que a comunidade internacional tem de responder a isso rigorosamente unida”, afirmou o porta-voz do Ministério do Exterior do Japão Yasuhisa Kawamura, após o encontro de 70 minutos entre Abe e Fidel.

No início do mês, a Coreia do Norte realizou seu quinto e maior teste nuclear e anunciou ter capacidade de montar uma ogiva em um míssil balístico. Nunca foi possível verificar de maneira independente as afirmações de Pyongyang, que classifica Coreia do Sul e EUA como seus maiores inimigos.

Um comunicado oficial divulgado na TV afirmou que os dois líderes “discutiram a complexidade e os perigos que afectam o mundo e a necessidade de aumentar os esforços com vista à eliminação das armas nucleares e a manutenção da paz.”

Fidel, que visitou Hiroshima em 2003, disse a Abe que os problemas com Pyongyang precisam ser resolvidos pacificamente, através do diálogo.

Impulso comercial

Abe também conversou com o presidente cubano, Raúl Castro, sobre relações económicas e comerciais. Falando para o jornal do Partido Comunista Cubano, Granma, o primeiro-ministro japonês declarou que espera expandir o comércio, após a decisão de Cuba de tornar a sua economia mais favorável aos negócios.

“Eu espero, sinceramente, que a minha estada aqui se torne uma oportunidade para abrir um novo capítulo na relação de amizade entre as duas nações”, afirmou o primeiro-ministro. “Acredito firmemente que as companhias japonesas podem, como parceiros confiáveis, prestar uma contribuição notável para Cuba, que está actualizando seu modelo sócio-económica”, acrescentou.

Diversos líderes ocidentais visitaram recentemente Cuba, desde que o país deu início à normalização de laços com os EUA, dois anos atrás. O presidente americano, Barack Obama, visitou a ilha em Março, após quase seis décadas de gelo diplomático com o regime castrista.

Depois de Abe, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, está sendo esperado nos próximos dias em Cuba. A viagem já foi confirmada, embora ainda não haja uma data certa. (DW)

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