PCA do Fundo Soberano avalia projectos sociais

José Filomeno dos Santos - PCA do Fundo Soberano de Angola (Foto: Angop)

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Fundo Soberano de Angola, José Filomeno dos Santos, avaliou hoje, quarta-feira, na província do Huambo, os projectos sociais financiados pela instituição.

O responsável visitou as aldeias Vilavi e Capingala onde estão em curso projectos nos sectores da agricultura e saúde, executados pela Organização Não Governamental (ONG) People-In-Need, da República Checa.

Além destas duas aldeias, o Fundo Soberano está também a apoiar a execução de projectos em outras 18 aldeias, com finalidade de desenvolver a agricultura, melhorar a nutrição humana, combater a pobreza e a mortalidade infantil.

O financiamento do Fundo Soberano contempla, igualmente, programas do sector da educação, saúde comunitária, água e saneamento, género e sociedade civil.

Para a materialização dos projectos, em curso desde Fevereiro de 2015 e com duração de três anos, que conta com a parceria da Fundação de Inovação Africana, foram disponibilizados dois milhões, 785 mil e 922 dólares norte-americanos.

Desde Março de 2015, o Fundo Soberano passou a financiar a People-In-Need na execução de programa de Saúde neo-natal, com objectivo de reduzir a mortalidade infantil causada pela desnutrição.

Orçado em um milhão, 733 mil 600 dólares norte-americanos, o mesmo programa está a beneficiar cerca de 60 mil mulheres e 360 parteiras tradicionais, em seis municípios das províncias do Bié, Huambo e Huíla.

Em declarações à imprensa, no final da visita, José Filomeno dos Santos mostrou-se satisfeito com os resultados que estão a ser alcançados, referindo que estas iniciativas pretendem contribuir na elevação da qualidade social e económica da população das zonas rurais, através do fomento da agricultura e da formação dos cidadãos.

Quanto aos programas de nutrição e neo-natal, disse estarem a permitir que as mulheres busquem orientação mais adequada para os seus filhos recém-nascidos, sobre as medidas de higiene e nutrição.

Referiu que a disponibilidade destas informações às parteiras tradicionais e a outros profissionais de saúde pode salvar vidas e reduzir a elevada taxa de mortalidade infantil que ainda se regista no país.

O Fundo Soberano de Angola foi criado de acordo com as normas internacionais de governação e vem diversificando gradualmente a sua carteira de investimentos, através de alocações de capital a vários sectores e classes de activos, de acordo com a sua política de investimento.

A instituição privilegia o investimento financeiros de longo prazo, de modo a promover o desenvolvimento social e económico de Angola e na geração de reservas para os cidadãos angolanos.

Nos termos da alínea c) nº 3 do artigo 6º da sua Política de Investimento, aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 107/13 de 20 de Junho, as acções do Fundo Soberano são alocadas para aos projectos sociais nas áreas de formação, auto-suficiência, acesso à água potável e saúde. (Angop)

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