Os novos submarinos russos que ameaçam os Estados Unidos

(AFP/Getty Images)

Os Russos lançaram o primeiro exemplar da nova classe de submarinos. Os Estados Unidos estão a preocupar-se com as inovações destas embarcações que usam tecnologia de ponta.

Durante a Guerra Fria, a Rússia dedicou-se ao desenvolvimento de diversas armas e os submarinos com lança-mísseis guiados inseridos na Classe Óscar estavam entre as principais. Com base nestes modelos foram desenhados na Índia os novos mísseis da Classe Yasen, cujo primeiro exemplar — Severodvinsk — acaba de entrar em serviço na marinha russa.

Ao mesmo tempo, os americanos investem nos navios das classes Seawolf e Virginia. O antigo sistema de escuta SOSUS e os navios SURTASS ainda estão operacionais, tal como os novos aviões de patrulha. No entanto, existe uma grande dificuldade em conjugar estas táticas tão distintas.

O jornal El Confidencial revelou algumas características dos modelos russos e algumas desvantagens da construção desta nova classe. Estes são os novos submarinos que estão a preocupar os militantes dos Estados Unidos.
Os submarinos mais silenciosos do ocidente

O modelo Severodvinsk, oficialmente conhecido como Projeto 885, usa um sistema de isolamento acústico que o torna no submarino mais silencioso do ocidente. Este modelo produz ainda menos ruído que os submarinos norte-americanos da Classe Los Angeles.
Pode atingir elevadas velocidades

Para a construção do Severodvinsk, conhecido oficialmente como Projeto 885, os russos usaram tecnologia de ponta já usada nos modelos da Classe Alfa (Lyra) e Classe Akula (Shchuka-B). No entanto, completaram esta tecnologia com reatores nucleares de modo a alcançar velocidades mais elevadas. Os reatores têm uma duração estimada semelhante ao tempo de vida operacional do navio, ou seja, não é necessário parar para recarregar. Os russos conjugaram os reatores nucleares com o sistema inovador de isolamento sonoro, chegando a atingir 35 a 40 nós submergidos em modo silencioso.
Os primeiros a usar um Sonar Esférico

Estes são os primeiros submarinos russos que incorporam um sonar esférico, um instrumento que localiza submarinos com um alcance de 360º. Este é considerado o sonar mais avançado de sempre na Rússia uma vez que a precisão eletrónica foi melhorada. Os oito tubos que lançam os mísseis estão situados na metade do casco do navio à semelhança das embarcações norte-americanas. O submarino pode transportar cerca de 30 torpedos e segundo algumas informações também possui mísseis antiaéreos.
Características físicas

Um modelo desta nova classe de submarinos pode pesar quase 14 mil toneladas submergidos e podem atingir os 120 metros de comprimento. Em relação à profundidade pode baixar até aos 600 metros de profundidade. Estes modelos não têm um casco duplo (zona inferior do submarino) à semelhança dos outros modelos desenhados anteriormente.
Poucos e caros

Os principais problemas no desenvolvimento destas embarcações: é demasiado prolongado e envolve um grande investimento financeiro. A Rússia planeava construir cerca de 30 submarinos antes de 1993 e só este ano é que foi possível lançar o primeiro exemplar. O custo total deste investimento ronda os 1,3 milhões de euros sem contar com os imprevistos que podem precisar de correções.

A Rússia quer, para já, construir cinco embarcações desta classe, estando já duas delas em pleno processo, apesar de só estarem disponíveis para serviço em 2020. Este tempo pode se prolongar devido às modificações que possam surgir depois dos testes. Em relação aos outros três modelos planeados, deverão estar prontos em 2030. (Observador)

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