Nacionalista Pedro Pacavira foi a enterrar

Presidente da República, José Eduardo dos Santos, coloca coroa de flores na sepultura de Manuel Pedro Pacavira (Foto: Pedro Parente)

Os restos mortais do nacionalista, diplomata e escritor Manuel Pedro Pacavira, falecido no dia 12 do corrente, em Lisboa, Portugal, por doença, foram hoje, sexta-feira, a enterrar no cemitério Alto das Cruzes, em Luanda.

A urna desceu à tumba na presença do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, acompanhado da esposa, Ana Paula dos Santos.

Representantes do poder judicial, do legislativo e membros do Executivo, representantes dos órgãos de defesa, segurança e ordem pública, entidades eclesiásticas, militantes de partidos políticos, do corpo diplomático, sociedade civil, bem como familiares estiveram no cemitério Alto da Cruzes.

Num ambiente de choros e comoção, foram enaltecidas as virtude e determinação de Manuel Pedro Pacavira como combatente da Luta de Libertação Nacional, que lhe custou o encarceramento pelas autoridades coloniais de 1960 a 1974.

O finado pertenceu à Comissão de Educação, Cultura, Assuntos Religiosos e Comunicação Social (6ª Comissão) da Assembleia Nacional.

Na mensagem dos familiares, Manuel Pedro Pacavira era considerado o símbolo da unidade e que prestava atenção especial à formação dos seus parentes.

“O tio Paca era tido como um homem de convicções profundas e desde muito cedo se rebelou contra agressões protagonizadas pelos colonialistas portugueses aos povos autóctones de Angola, que lhe custou 14 anos de cadeia e o converteu num nacionalista convicto”, salienta a mensagem.

De acordo o seu familiar Manuel Pacavira Júnior, o passamento físico do deputado representa uma perda irreparável para todos, mas que continuará vivo por ter sido um exemplo de nacionalismo, patriotismo e lealdade à pátria.

Na leitura do elogio fúnebre, o deputado Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse” afirmou que o percurso de vida de Manuel Pedro Pacavira representa uma permanente fonte de inspiração para os jovens e futuras gerações e tirarem lições de um patriotismo exemplar, de grande dedicação ao povo e entrega total aos ideais da liberdade, progresso e fraternidade.

Dados Biográficos de Manuel Pedro Pacavira:

Data de nascimento: 14 de Outubro de 1939
Naturalidade: Golungo Alto, Angola
Título Académico: Licenciatura cum laude em Ciências Sociais na Universidade de Havana – Cuba.
Actividades profissionais:
2014 – Deputado da Assembleia Nacional
2005-2014: Embaixador Extraordinário e plenipotenciário da República de Angola na Itália;
1991-2004: Governador da província do Kwanza-Norte;
1988-91: Representante de Angola junto das Nações Unidas;
1985-1988: Embaixador de Angola na República de Cuba;

1981-1985: Ministro da Agricultura;

1978-81: Ministro dos Transportes;

1976-77: Director dos Portos e Ferrovias de Angola.
Actividades políticas:
Membro do Bureau Político do Comité Central do MPLA;
Membro do movimento Clandestino da luta de libertação de Angola, tendo sofrido um período de 14 anos de prisão (de 1960 a 1974), por isso recebeu um atestado e uma medalha de ouro como combatente da liberdade de 1° grau em ocasião das comemorações do 30° aniversário da independência nacional celebrada a 11 de Novembro de 2005.
Actividades literárias:
– Co-fundador da UEA – União dos Escritores Angolanos e vice-presidente da Assembleia-geral da UEA no período 1980-1985.
– Escritor, autor de várias obras entre as quais: Gentes do mato, Nzinga Mbandi, N’dalatando em chamas, o 4 de Fevereiro pelos próprios – Uma vida em prol da pátria. (Angop)

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