Mulher africana é a principal agente de mudança em qualquer sociedade- Luzia Inglês Van-Dúnem

Colômbia: OMA participa na reunião da Federação Democrática Internacional de Mulheres (Foto: Cedida)

A mulher africana, sendo mais da metade da população em África, é a principal agente de mudança em qualquer sociedade, principalmente bem momento de conflitos.

A afirmação foi de Luzia Inglês Van-Dúnem “Inga” quando hoje, sexta-feira, defendia a tese sobre o papel da Mulher no Desenvolvimento Social de África, no XVI Congresso da FDIM, que decorre em Bogotá, Colômbia.

Acrescentou que o desenvolvimento e afirmação do continente africano está assente na coragem e bravura da mulher, que nos mais variados sectores tem demonstrado a sua capacidade de liderança e intervenção, contribuindo para a mudança gradual da situação de muitos países.

“Ao longo dos tempos têm sido vários os desafios que África enfrenta, para os quais a mulher continua a exercer um papel crucial”, sublinhou.

Para si, a criação da Organização Pana Africana das Mulheres, em 1962, em Dar Es Salam, Tanzânia, contribuiu grandemente para a promoção da mulher em África e para o aumento do nível de participação da mulher nos órgãos de tomada de decisão.

A Organização teve como plataforma a partilha de experiências e conjugação de esforços para a emancipação feminina, tendo em vista a integração e o futuro do continente africano.

Segundo Luzia Inglês, a descolonização do continente, no século XX, permitiu a inserção da mulher no mercado de trabalho, embora continuasse a auferir uma remuneração inferior à dos homens.

O desenvolvimento harmonioso de África está ligado à melhoria da situação da mulher, à sua integração em Órgãos Regionais, entre os quais na SADC, que em 2008 os Chefes de Estado adoptaram o Protocolo sobre Gênero e Desenvolvimento, que estabelece que os países deveriam esforçar- se para que até 2015 pelo menos 50 porcento dos cargos de decisão no sector público e privado fossem ocupados por mulheres.

A estratégia para inclusão da mulher africana na vida política e a valorização do seu papel no desenvolvimento sustentável deve constituir uma prioridade absoluta nas políticas públicas assentes na análise objectiva da sua actual situação e o potencial da sua contribuição para as diferentes dimensões da vida social, econômica, cultural e política de África. (Angop)

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