Ministro representa o país em Washington

O ministro do Comércio, Fiel Constantino. (Foto: D.R.)

O ministro do Comércio, Fiel Constantino, termina hoje a participação no Fórum de Cooperação Económica e Comercial Estados Unidos e África Subsariana, consagrado à Lei sobre Crescimento e Oportunidade de Desenvolvimento em África (AGOA) e realizado desde quinta-feira na capital norte-americana, Washington.

Os serviços de imprensa do Ministério do Comércio afirmaram em comunicado que o fórum decorreu sob o lema “Maximizar o AGOA para preparar o futuro além do AGOA” e iniciou com uma mesa redonda que reuniu Ministros do Trabalho e Comércio, assim como executivos da indústria norte-americana que importam bens da África Subsariana.
Os participantes debateram o melhoramento das normas laborais internacionalmente reconhecidas, de forma a garantir que os ganhos económicos do AGOA sejam inclusivos e sustentáveis e preparar melhor os países envolvidos para as iniciativas posteriores a esse programa.

No princípio deste mês, o ministro do Comércio solicitou, num fórum de negócios organizado pela Câmara de Comércio Estados Unidos – Angola (USACC), que as empresas angolanas aproveitem o momento em que o país beneficia do acesso preferencial ao mercado daquele país por intermédio do AGOA.
Fiel Constantino afirmou que as trocas entre Angola e os Estados Unidos atingiram 2.456 milhões de dólares (cerca de 409 mil milhões de kwanzas) no primeiro semestre, com um saldo favorável ao nosso país. As exportações para os EUA ficaram avaliadas 1.610 milhões de dólares (268 mil milhões de kwanzas) e as importações 845,6 milhões (141 mil milhões).

A balança comercial permaneceu favorável a Angola devido à exportação de petróleo e de diamantes em grande quantidade, um comércio que o ministro considerou “vulnerável a choques externos” e necessitado de diversificação com opção por sectores como o florestal, a indústria, agricultura, turismo e serviços.

O AGOA é parte da lei norte-americana de comércio e desenvolvimento de 2000 e faculta aos países beneficiários na África Subsariana que ainda não têm um acordo de comércio com os Estados Unidos, o acesso livre ao mercado daquele país.
As autoridades norte-americanas consideram que o documento eleva os esforços africanos de reforma, melhora o acesso ao crédito dos Estados Unidos, obtenção de conhecimentos técnicos especializados e estabelece um diálogo de alto nível sobre comércio e investimento.
As taxas de comércio – AGOA e não AGOA – entre a África Subsariana e os Estados Unidos cresceram de forma substancial desde a introdução desta lei, com os produtos africanos exportados para os Estados Unidos a excederem as importações do continente.
Em 2014 o comércio bilateral abrandou para 50 mil milhões de dólares, depois de atingir os 61 mil milhões em 2013 e os 66 mil milhões em 2012. (jornaldeangola)

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