Ministra da Cultura avalia Arquivo Nacional e Museu de História Natural

Carolina Cerqueira visiona acervo do ANA (Foto: Lucas Neto)

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, constatou nesta terça-feira, em Luanda, o estado de conservação e funcionamento do Arquivo Nacional e Museu de História Natural, no âmbito do plano de acção, controlo e auscultação do sector.

Durante a visita que teve inicio no Arquivo Nacional de Angola, a titular da pasta cultural percorreu as áreas que a compõe, dos quais o sector dos códices onde se encontra o material escrito e digitalizado, o departamento de arquivo oral, a área dos projectos onde estão plantas das estradas, rios, edifícios, pontes e outros documentos.

Já no Museu de História Natural, a ministra percorreu o salão dos mamíferos embalsamados, dos répteis, dos anfíbios e outras repartições.

Carolina Cerqueira recebeu informações sobre as principais dificuldades que o sector atravessa, as perspectivas para os próximos anos.

A directora do Arquivo Nacional de Angola, Alexandra Aparício, afirmou que por se trata de uma das instituições mais sólidas que existe, por ter o papel fundamental da preservação da memória colectiva, necessita de medidas urgentes para que o acervo e história do país não se perca.

Falando à imprensa, Alexandra Aparício adiantou que a instituição vive com inúmeras dificuldades, mormente no que tange ao número reduzido de técnicos especializados para o tratamento dos documentos, a execução de projectos de investigação histórico, tendo em conta que a instituição tem um papel orientador da política arquivística e investigativa no campo da história de Angola, bem como de equipamentos.

Alexandra Aparício informou que os quadros da instituição aguardam com elevada expectativa pelas novas instalações.

De acordo com a directora, fruto da aquisição de alguns scanners parte da colecção dos visuais já está digitalizada.

No final da visita, Carolina Cerqueira reuniu, à porta fechada, com os membros da direcção e funcionários das duas instituições.

O Arquivo Nacional de Angola, abreviadamente ANA, tem por objectivo principal coordenar a política arquivística nacional e supervisionar o funcionamento do Sistema Nacional de Arquivos.

O ANA pode ainda ser definida como uma instituição de natureza cultural e de investigação científica no domínio da arquivística para a preservação da memória nacional e de promoção de estudos na área das ciências sociais. Atribui a sua tutela ao Ministério da Cultura.

Já o Museu Nacional de História Natural de Angola, criado em 1938, como Museu de Angola e instalado na Fortaleza de São Miguel de Luanda, contava inicialmente com secções de etnografia, história, zoologia, botânica, geologia, economia e arte. Anexos ao museu, foram criados uma biblioteca e o arquivo histórico colonial.

Mudado em 1956 para o edifício actual, construído de raiz para albergar o museu, apresenta um amplo acervo de espécies representativas da rica e variada fauna angolana. O edifício tem três andares e alberga amplos salões onde estão exemplares empalhados de mamíferos, peixes, cetáceos, insectos, répteis e aves.

Com a proclamação da Independência Nacional, o museu sofreu algumas mudanças, a começar pelo nome, passando a chamar-se de Museu Nacional de História Natural, desde Maio de 1976.

Os espaços estão decorados e ambientados de forma a tentar reproduzir o habitat das espécies. O espólio do museu inclui, também, vastas e ricas colecções de moluscos, de borboletas e de conchas, muitas do tempo em que eram usadas como moeda na costa ocidental africana. (Angop)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA