Marcelo e Costa vão inaugurar exposição das obras de Miró do ex-BPN em Serralves

(Bloomberg)

É esta sexta-feira, 30 de Setembro, que os portugueses podem ver as 80 pinturas de Miró que foram parar ao Estado por via da nacionalização do BPN. Depois de o anterior Governo ter querido vender as pinturas, o actual vai inaugurar a sua exposição.

Foram pinturas que fizeram correr muita tinta mas, a partir desta sexta-feira, vão estar visíveis ao público em geral. O que não acontecia até aqui. São cerca de 80 obras Miró que estarão em Serralves. Para inaugurar a exposição que conta com as obras que chegaram ao Estado através da nacionalização do BPN, a fundação conta com o Presidente da República e o primeiro-ministro.

“A exposição, que estará patente até ao dia 28 de Janeiro de 2017, inaugura a 30 de Setembro, na Casa de Serralves, com um evento que contará com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, e o ministro da cultura, Luís Filipe de Castro Mendes”, indica a seguradora Lusitânia, mecenas do evento, num e-mail enviado às redacções.

Já se sabia que a exposição do pintor catalão estaria patente em Outono mas não que o Governo e o Chefe de Estado estariam presentes na inauguração. Estarão visíveis cerca de 80 do total de 85 obras que fazem parte do espólio do antigo Banco Português de Negócios (BPN) nacionalizado em 2008 e que foi integrado na Parvalorem e na Parups, sociedades que ficaram com os activos tóxicos do banco e que não foram comprados pelo BIC.

O destino das obras em Fevereiro, quando acabar a exposição, continua uma incógnita. O actual ministro da cultura afirmou que era “desejo do Governo que as criações de Miró ficassem no Porto”, depois de ter sido o seu antecessor, João Soares, a pedir uma exposição dos Miró. “Agora o Porto tem de dizer se os quer”, disse Luís Castro Mendes em Julho. O presidente da Câmara, Rui Moreira, já afirmou a vontade de disponibilizar um espaço no município para a exposição permanente. Contudo, até aqui não houve novidades.

O apoio do primeiro-ministro e da tutela da Cultura contraria aquilo que aconteceu com o Executivo de Pedro Passos Coelho, que que quis vender as obras. Houve, aliás, um leilão marcado pela Christie’s que acabaria por ser cancelado devido a um processo então colocado pela Procuradoria-Geral da República que pediu a inventariação das obras antes de saírem para o estrangeiro. Neste momento, continuam a decorrer processos judiciais, que impedem a venda para o estrangeiro (apesar de o Executivo já ter assinalado que essa não é a sua intenção) sem que haja novidades. A Parvalorem queria vender os Miró para, com o encaixe, poder abater a elevada dívida que tem.

“Esta exposição, designada ‘Joan Miró: Materialidade e Metamorfose’, é comissariada por Robert Lubar Messeri, destacado especialista mundial na obra de Miró, e tem projecto expositivo de Álvaro Siza Vieira”, indica Serralves no site oficial. (Negocios)

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