Manuel Vicente defende abertura para diálogo e tolerância

Manuel Vicente - Vice-presidente da República (Foto: Pedro Parente)

A abertura para o diálogo, tolerância e a prevalência do bom-senso constituem a chave para a resolução dos problemas que hoje afectam a humanidade, defendeu esta quinta-feira, em Nova Iorque (EUA), o Vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente.

Discursando na 71ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, a decorrer de 20 a 26 do corrente mês, Manuel Vicente disse ser neste contexto que a República de Angola, presidente da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, tem-se empenhado na procura de soluções para os problemas que afectam a região.

Isto, acrescentou, tanto no quadro bilateral como multilateral, bem como no âmbito do Conselho de Segurança das Nações e do Conselho de Paz e Segurança da União Africana.

Manuel Vicente reafirmou a determinação do país de continuar a apoiar e a promover o diálogo, a paz, a segurança e a estabilidade na África Central e no conjunto da Região dos Grandes Lagos.

“Congratulamo-nos pela conclusão bem-sucedida do processo de paz e do processo eleitoral na República Centro-Africana, que permitiram a este país iniciar uma nova era, que exige contudo apoio da comunidade internacional para promover a sua reconstrução nacional e consolidar as suas instituições”, disse.

Por outro lado, acrescentou, a conclusão do diálogo no Sudão do Sul representa um passo importante para o estabelecimento da paz e para a formação do governo de união nacional, com vista à resolução da crise que assola aquele país.

Acrescentou que as partes devem ser encorajadas a honrar os seus compromissos e a comunidade internacional a manter o seu apoio ao processo de paz.

Já em relação ao Burundi, salientou o apelo de Angola à intensificação do diálogo para a paz e que se respeite o poder legalmente instituído, a fim de se ultrapassar o impasse criado pelo conflito pós-eleitoral.

“É também importante promover a boa vizinhança e a segurança recíproca ao longo da fronteira comum entre o Burundi e os países vizinhos”, argumentou.

Disse ainda que, na República Democrática do Congo, “encorajamos o apoio ao processo eleitoral, a fim de se garantir eleições pacíficas e livres e se preservar a paz, estabilidade, reconciliação e a consolidação da democracia. Na verdade, as eleições pacíficas na RDC são vitais para a paz, estabilidade e o desenvolvimento da Região dos Grandes Lagos”.

Por este motivo, o Vice-presidente defendeu que tanto as Nações Unidas como a União Africana devem dedicar uma especial atenção às crises na Líbia, no Mali, na República Centro Africana, na RDC, no Sudão, no Sudão do Sul, na Somália e no Burundi. (Angop)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA