Manifestação contra Kabila acaba em violência

Manifestação contra Kabila acaba em violência (https://cdn-images)

Pelo menos 17 pessoas perderam a vida, esta segunda-feira, durante a violenta manifestação em Kinshasa, contra o Presidente Joseph Kabila. As autoridades proibiram e acusam a União para Democracia e Progresso Social, principal partido de oposição, de estar na origem da violência.

“Três polícias e quatorze civis foram mortos” durante o ataque à sede do partido presidencial, em Limete, na região centro-oeste da República Democrática do Congo, declarou o porta-voz do governo, Lambert Mende, à AFP. O responsável adiantou ainda que a manifestação foi adiada devido à violência.

A oposição fala em vários mortos. O porta-voz da União para Democracia e Progresso Social, Bruno Tshibala, afirma ter visto quatro cadáveres que foram levados para a sede de uma formação aliada.

Os principais partidos de oposição que apoiam Étienne Tshiseked lançaram um apelo à greve, esta segunda-feira, em todo o país, para dizer ao Presidente Joseph Kabila que daqui a três meses, 20 de Dezembro, o mandato acaba e para exigir a convocação de eleições presidenciais a partir dessa data.

Em Kinshasa, a manifestação estava marcada para as 13 hora local, mas os confrontos que opuseram os jovens armados de pedras e a polícia anti-motim desde a manha acabaram por levar as autoridades a cancelar a marcha.

As autoridades acusam a União para Democracia e Progresso Social, principal partido de oposição de estar na origem da violência.

Um fotógrafo da AFP e um jornalista da RFI que estavam a cobrir a manifestação foram detidos pela polícia militar. As autoridades congolesas asseguraram que os dois repórteres foram libertados rapidamente, no entanto os dois jornalistas afirmam que só foram soltos no início da tarde, quando a calma começou a regressar à cidade. (RFI)

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