Maior jazida de granito do mundo vai ser explorada com vista à exportação

(Foto: Lito Cahongulo)

A descoberta em Angola da maior jazida de granito do mundo, situada no Sul do país, impulsionará a criação de um novo pólo mineiro.

O Executivo vai incrementar a exploração e exportação de granito negro com vista à criação de pólos de desenvolvimento mineiro, revelou nesta Terça-feira, em Luanda, o ministro angolano da Geologia e Minas, Francisco Queiroz. O governante referiu que a descoberta recente, no Sul do país, no perímetro das províncias da Huíla e Cunene, do maior complexo gabro-anortosítico (complexo de rochas ornamentais) formado basicamente por granito, com destaque para o granito negro, numa extensão de 45 mil quilómetros quadrados permitirá concretizar esta estratégia.

Francisco Queiroz, que falava após uma visita à Empresa Nacional de Ferro de Angola (Ferrangol), adiantou, na ocasião, que o Planageo (Plano Geolólico de Angola) em curso no país permitiu a descoberta do maior complexo Gabro-anortosítico formado basicamente por granito e que o mesmo vai facilitar a criação de pólos de desenvolvimento mineiro, nas regiões de maior potencial mineira.

De acordo com o ministro, os resultados preliminares do Planageo mostram-nos que o país tem grande potencial mineiro com várias ocorrências registadas durante os voos efectuados, e que já vão em mais de 90%, e adiantando: “estamos próximos de concluir a fase aéreo-geofísica e passaremos para a fase de geologia no terreno e posteriormente para o mapeamento de todo território assim como a localização das ocorrências mineiras”.

Com estas descobertas geológicas, o Executivo vai incrementar a exploração e exportação de granito negro, com vista à criação de pólos de desenvolvimento mineiro onde forem feitas grandes descobertas e, para o efeito, serão criadas condições para a construção de um complexo que estará na base do pólo de desenvolvimento mineiro, com recurso a infraestruturas energéticas e meios de comunicação, bem como estradas, rede eléctrica e água com vista a atrair investidores.

“Estes dados vão permitir que, nos próximos anos, o país registe uma grande afluência de investidores mineiros para os vários tipos de minerais, e em cada um desses projectos a Ferrangol tem um papel a desempenhar como parceira pública do sector privado e como concessionária de um mineral estratégico que é o ouro e, nesta perspectiva, vai exercer o papel de regulador”, disse.

Segundo Francisco Queiroz, a estratégia do Executivo para o sector mineiro prevê três momentos: o primeiro, de curto prazo, até 2018, o segundo, a médio prazo, até 2025, e um terceiro, a longo prazo, até 2063. Em qualquer destas fases a Ferrangol vai jogar um papel importante tanto na fiscalização dos projectos como na sua execução, no âmbito da diversificação da produção mineira que tem estado concentrada na produção de diamantes.

Esses projectos têm um grande impacto na economia nacional no que concerne à criação de novos postos de trabalhos bem como na diversificação das fontes de receitas fiscais e cambiais que, nesta altura, preocupa o Governo, razão da aprovação da estratégia de curto prazo, bem como de vários projectos afectos à Ferrangol, no subsector das rochas ornamentais. Para o efeito, estão inscritas para exploração das rochas ornamentais 14 empresas e igual número de projectos e, ainda no decorrer do ano em curso, juntar- se-ão mais nove empresas com o objectivo de produzirem cerca de 60 mil metros cúbicos de rochas ornamentais, e exportar 35 mil metros cúbicos.

Em 2017 o objectivo traçado passa por aumentar a produção para 65mil metros cúbicos de rochas ornamentais e pela exportação de 38 mil metros cúbicos deste mineral. Isto, para além dos diamantes que, no curto prazo, também apresentam projectos muito interessantes, entres os quais a grande mina do Luaxi que deve entrar em exploração experimental já em 2018.

A Ferrangol reveste assim uma importância crucial na estratégia do Executivo para a diversificação da exploração mineira, para a diversificação da economia, em geral, para a obtenção receitas fiscais e para a obtenção de receitas cambiais, já que uma grande parte da exploração se destina a exportação. A Ferrangol (Empresa Nacional de Ferro de Angola) é a concessionária do Estado para o ferro, ouro, cobre e outros minerais metálicos. (opais)

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