Lunda Sul: Agro-negócio torna mais barato custo de alimentos

Lunda-Sul: Cândida Narciso - Governadora provincial (Foto: Quintas Benjamim)

O desenvolvimento do agro-negócio poderá tornar mais barato o custo dos alimentos, dando a população o maior poder de consumo e de escolha, afirmou quinta-feira, em Saurimo, a governadora da província da Lunda Sul, Cândida Narciso.

Cândida Narciso fez esta afirmação quando intervinha no primeiro fórum provincial sobre agro-negócio, que decorre sob lema “ Lunda Sul nova fronteira agrícola de Angola”, promovido pelo governo local, em parceria com a Agência para Promoção de Investimentos e Exportações de Angola (APIEX).

Segundo a governante, definir estratégias para o desenvolvimento do agro-negócio, criando com urgência, uma série de incentivos que permitam a promoção de um forte sector empresarial, contribuirá na evolução de pequenos agricultores, transformando-se em empresários capazes de utilizar técnicas modernas de produção.

Defendeu a necessidade da definição de incentivos para que os actuais empresários na província que actuem em outros sectores invistam na agricultura e que permitam a atracão de investidores não residentes associados ou não.

“Estamos certos de que os empresários actuais e os que futuramente se vão instalar na província poderão encontrar condições muito favoráveis para investir em actividades que permitirão recuperar ou desenvolver várias fileiras produtivas, como criação de bovino e caprinos, industrialização da mandioca, arroz, fruteiras, madeira, pesca continental e da piscicultura”, acrescentou.

Na medida em que se pretende modernizar a agricultura, disse ser imperioso perceber que os produtos agrícolas passaram a agregar nos dias cada vez mais serviços que se encontram fora da propriedade agrícola, processando desta maneira, o conceito do agro-negócio que na perspectiva actual deverá englobar os fornecedores de bens e serviços.

“Precisamos de tudo fazer para que a modernização da agricultura não venha deixar a maioria dos produtores a margem deste processo, principalmente famílias que vivem da agricultura de subsistência ou familiar em pequenas propriedades rurais”, alertou.

Estes se forem privados de técnicas e equipamentos modernos, continuou, perderão compectitividade e serão forçados a abandonar o meio rural, elevando assim para as cidades o número de pessoas vindas do campo, aumentando a já existente dificuldades, no que toca a coabitação, saneamento básico e emprego. (Angop)

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