Isaltino Morais recusa convite do PSD para candidatar-se a Oeiras

(Pedro Elias/Negócios)

O antigo autarca social-democrata emitiu um comunicado depois de, alega, o coordenador autárquico do PSD, Carlos Carreiras, ter “referido factos que não constituem verdade”. “Se fui convidado para integrar as listas do PSD, a resposta é: Fui, sim!”, lê-se no documento.

O ex-presidente da Câmara de Oeiras Isaltino Morais confirmou, na quinta-feira à noite, que foi convidado pelo PSD para integrar as listas do partido numa candidatura ao mesmo município nas próximas autárquicas, mas recusou a proposta.

Em comunicado, Isaltino Morais adianta ter tido “algumas conversas” com Carlos Carreiras, coordenador autárquico do PSD, sobre as suas intenções de se candidatar ou não nas eleições do próximo ano.

Além disso, acrescenta, esteve reunido com o presidente da distrital de Lisboa do PSD, Miguel Pinto Luz, e com o presidente da concelhia de Oeiras, Ângelo Pereira, num hotel em Sintra a 26 de Julho.

“Foi-me transmitido por aqueles dirigentes do partido, o mandato que lhes tinha sido dado pelo referido coordenador autárquico, para que me fosse proposto concorrer aos órgãos autárquicos de Oeiras, integrando as listas do partido. Recusei os termos da proposta recebida”, revela Isaltino Morais.

O ex-autarca escusou-se a revelar mais detalhes da conversa, sublinhando que quer “apenas esclarecer a verdade”.

“Se fui convidado para integrar as listas do PSD, a resposta é: Fui, sim!”, lê-se.

Isaltino Morais explica que a intenção do comunicado emitido surge depois de Carlos Carreiras ter “referido factos que não constituem verdade”.

“Tendo já sido suficientemente prejudicado por mentiras que se perpetuam no tempo, julgo que este esclarecimento era um imperativo”, concluiu.

Isaltino Morais foi eleito presidente da Câmara de Oeiras pela primeira vez em 1985 e esteve à frente da autarquia durante mais de duas décadas.

Em 2013 foi detido para cumprir pena de dois anos de prisão por fraude fiscal e branqueamento de capitais. Ao fim de um ano e dois meses, saiu em liberdade condicional. (Negocios)

por Lusa

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