Há um problema no Japão mais importante do que a disputa territorial

(AFP 2016/ FRED DUFOUR)

Há poucos anos, alguns sociólogos descobriram que a vida íntima e sexual já não desperta o interesse dos japoneses.

Em 2011, o Instituto Nacional de População e Pesquisa da Segurança Social do Japão publicou os seguintes dados: 61% dos homens solteiros e 49% de mulheres entre os 18 e os 34 anos não mantêm relações íntimas.

Além disso, a maioria dos japoneses casados não sente atracção sexual por seu cônjuge. Segundo a estatística, mais de 50% dos homens confessaram que não fazem sexo. Eles se desculpam por terem na sua vida actividades mais interessantes e mais atraentes do que o sexo, algo que consideram muito chato. Com tal atitude, muitos especialistas consideram que o Japão está mergulhando em uma grave crise demográfica, que pode levar o país ao colapso económico.

O Japão é um dos países mais envelhecidos do mundo. A taxa de pessoas idosas é a mais alta do planeta. A diminuição da taxa de natalidade pode levar ao colapso do sistema de pensões, à diminuição da população capaz de trabalhar e de sustentar os pensionistas, o que teria um efeito funesto sobre a capacidade defensiva do Japão, indica Ivan Beloborodov, chefe do Departamento de Demografia, Migração do Instituto de Pesquisas Estratégicas da Rússia.

“Esta tendência no Japão, como na maioria dos países desenvolvidos, pode ser explicada pela apoteose da cultura consumista e o da carreira, que afectam muitos valores como, por exemplo, o valor da família”, disse Beloborodov em uma entrevista à Sputink Japão.

Outra explicação da apatia sexual dos japoneses é a difusão da pornografia no país. O pornô está por todos os lados, desde as revistas aos smartphones. É claro que isso ‘mata’ as sensações humanas naturais de atração pelos outros.

O fenômeno da perda de interesse dos japoneses pelo sexo já tem um nome: síndrome do celibato. E isso surpreende se se levar em consideração que o Japão, ao contrário da Europa, sempre foi um país aberto em relação ao tema sexual. Será que o país asiático recuperará a atração pelas relações íntimas? Talvez nem tudo esteja perdido. (Sputnik)

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