Guiné-Bissau: MPLA realça luta do PAIGC pela independência

Secretário para Organização e Mobilização do MPLA, Jorge Inocêncio Dombolo (Foto: Kristina Assunção/Arquivo)

O secretário para a Organização e Mobilização do MPLA, Jorge Inocêncio Dombolo, destacou nesse sábado, em Bissau, capital guineense, a trajectória de luta levada a cabo pelo PAIGC para o alcance dos objectivos que estiveram na base da sua fundação, em Setembro de 1956.

O responsável falava no primeiro dia dos trabalhos da Conferência Internacional dedicada aos 60 anos da fundação do PAIGC, a serem assinalados segunda-feira, 19 de Setembro), que decorre em Bissau, sob o lema “O legado de Amílcar Cabral face aos desafios da ética contemporânea”.

O dirigente partidário relembrou os vários momentos partilhados pelos dois partidos (MPLA e PAIGC) na luta pela independência dos povos de Angola e da Guiné-Bissau, respectivamente, contra o colonialismo português, visando a sua emancipação e o desenvolvimento dos seus países.

Afirmou que o caminho percorrido pelo PAIGC ao longo dos 60 anos da sua existência fora caracterizado por momentos “altos e baixos” que serviram para reforçar cada vez mais a união no seio do Partido Africano Para a Independência da Guiné e Cabo Verde.

Referenciou, no entanto, que o VIII Congresso Ordinário realizado em Fevereiro de 2014, conferiu uma nova vitalidade ao partido, permitindo que o povo da Guiné-Bissau renovasse a sua confiança no PAIGC e nos seus dirigentes durante as eleições que se seguiram.

“Esse facto redobra as responsabilidades que recaem sobre o PAIGC em continuar a trabalhar com afinco na busca de soluções aos novos problemas que o país vem enfrentando”, sublinhou Jorge Dombolo, que encabeça a delegação do MPLA, integrada pelo membro do Comité Central do partido, Mário Pinto de Andrade.

Na ocasião, saudou a participação do PAIGC no VII Congresso Ordinário do MPLA, realizado em Agosto último, em Luanda, que além de constituir um marco na sua vida interna, evidenciou-se também pala solidariedade e amizade manifestada pelos povos irmãos, em particular o da Guiné-Bissau que vive um momento delicado da sua história.

Com término previsto para este domingo, a Conferência conta com a participação de convidados internacionais, representantes do corpo diplomático acreditado em Bissau e de partidos políticos nacionais e da sociedade civil. (Angop)

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