Ginástica: Minjud diz que participação de Angola no africano não foi oficial

António Gomes, Director Nacional das Políticas Desportivas, do Ministério da Juventude e Desportos. (Foto: Angop)

O Director Nacional dos Desportos, António Gomes, disse hoje, em Luanda, que a participação de Angola no Campeonato Africano da modalidade, decorrido de 28 de Agosto a 4 de Setembro, em Walvis Bay, Namíbia, não foi oficial, conforme alega o presidente da federação Auxílio Jacob.

Ao falar em conferência de imprensa, realizada na Galeria dos Desportos, no complexo da Cidadela desportiva, para apresentar os factos reais relacionados com o processo de participação da  ginástica neste evento africano, o responsável esclareceu que a Federação Angolana de Ginástica manteve correspondência oficial com a Federação Internacional e a União africana de Ginástica bem como a federação namibiana da modalidade, enquanto país organizador, onde foram feitas alertas constantes da necessidade de cumprimento de alguns pressupostos de participação na competição.

António Gomes fez referência à necessidade do pagamento da taxa anual à federação internacional e ao pagamento de seguro, que permitiriam aos atletas angolanos estarem oficialmente inscritos para o campeonato africano.

Não tendo cumprido com tais premissas, disse, a Federação Angolana de Ginástica ainda assim fez seguir  para o  palco da competição os atletas, sabendo desde  já que não competiria oficialmente e que  não lhes seriam atribuídas medalhas.

“ Conforme documentação da organização em nossa posse não corresponde a verdade a informação segundo a qual a delegação de Angola conquistou  sessenta medalhas  e  que não teriam sido entregues por falta de pagamento, pois a  nossa participação não foi oficial e foi aceite apenas para a pontuação”, informou.

Referiu que, de forma irresponsável, os dirigentes da FAG assinaram um termo de responsabilidade por não possuírem seguro da prova, fruto da não inscrição oficial na competição, e assim permitir que pudessem evoluir e em caso de acidentes a organização não ser responsabilizada.

Quanto ao pagamento da quota anual, António Gomes disse que a responsabilidade cabe à federação e não ao Minjud como foi alegado pela direcção da FAG.

“ Cabe as federações estabeleceram as prioridades na gestão dos fundos disponibilizados pelo Estado angolano e assim cumprir com as suas obrigações”, elucidou.

O director explicou igualmente que o Minjud foi pego de surpresa ao ser informado das dificuldades da federação em cumprir com as obrigações logísticas já no palco do evento, com realce para o défice de valores cambiais na ordem de  vinte e quatro mil dólares, para fazer face às necessidades inerentes à competição.

Ainda assim, fruto do engajamento do Ministério da Juventude Desportos e do BPC, foi possível disponibilizar vinte mil dólares para a cobertura dos pendentes apresentados pela federação, entre despesas de logística local, taxas entre outros custos.

O director nacional dos desportos, António Gomes, reiterou que a ginástica não constava das modalidades prioritárias em termos de participação em provas internacionais para o ano corrente, tendo em conta os constrangimentos financeiros que o país vive, e a estratégia foi várias vezes comunicada a todas a federações, sem nunca deixar em aberto a possibilidade das mesmas competirem além fronteiras caso conseguissem patrocínios ou outro tipos de apoios. (ANGOP)

 

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