Donald Tusk: UE está preparada para negociações do Brexit

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O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse esta sexta-feira que a União Europeia está pronta para iniciar negociações sobre a saída do Reino Unido imediatamente, apesar da decisão de Londres de adiar a abertura do processo de divórcio.

“Estamos bem preparados, podíamos iniciar o processo amanhã”, declarou Donald Tusk em Bratislava, na cimeira europeia dos 27, sem o Reino Unido, a primeira do género desde o referendo em que o país decidiu sair da UE (Brexit).

O responsável indicou também que um dos objectivos definidos pela UE na cimeira de hoje na capital eslovaca é “nunca mais permitir a entrada incontrolada de refugiados”.

O ex-primeiro-ministro da Polónia afirmou que a Europa deve recuperar o controlo das suas fronteiras, nos termos dos princípios do espaço de livre circulação de Schengen.

Nesta cimeira, marcada para definir o futuro e as prioridades da UE com 27 Estados membros, um dos temas em debate foi a crise migratória.

“Nunca mais permitir a entrada incontrolada de refugiados e colocar o controlo das nossas fronteiras novamente nos termos do sistema Schengen”, frisou Tusk, acrescentando que o medo e a insegurança que muitos cidadãos europeus sentem é real e é uma questão com que é necessário lidar. “O facto de milhões de europeus se sentirem inseguros é real. Estão preocupados com a falta de controlo, há medos por causa da imigração, do terrorismo e do futuro económico e social”, admitiu.

O responsável reconheceu que a UE “não é perfeita”, mas disse que todos estão de acordo quanto a que é o melhor de que se dispõe. “Estamos determinados a não repetir erros passados e avançar com soluções na Europa a 27. As coisas não vão ser como até agora”, prometeu.

O presidente do Conselho disse ainda que a “triste saída do Reino Unido” abriu um debate franco sobre as raízes da actual situação política do clube comunitário.

Por último, Donald Tusk falou também do “roteiro” hoje aprovado em Bratislava, em que se incluem outros assuntos, como o acordo de refugiados com a Turquia, o apoio aos países na luta contra o terrorismo e obter mais cooperação económica e investimento e mais opções para os jovens europeus. (Negocios)

por Lusa

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