Deutsche Bank recupera de mínimos

(Bloomberg)

Depois de uma sessão bolsista negra, as acções do maior banco da Europa voltaram à negociação e sobem mais de 1%.

As acções do Deutsche Bank sobem 1,42% para 10,70 euros, depois de ontem terem deslizado mais de 7,50% e atingindo níveis nunca antes vistos (10,54 euros).

A queda das acções surgiu devido aos receios em torno da capacidade de financiamento e da solidez do maior banco da Europa. Isto numa altura em que o banco está a debater-se nos EUA para tentar diminuir a coima superior a 12 mil milhões de euros que as autoridades americanas lhe aplicaram para encerrar um processo ligado aos créditos imobiliários de baixa qualidade (‘subprime’), que provocaram a crise de 2008.

O banco tem estado sob pressão, primeiro especulou-se que iria chumbar ou apresentar dificuldades nos testes de stress que estavam a ser realizados e agora questiona-se se a solvabilidade do banco será suficiente para enfrentar situações adversas.

E estes receios aumentaram depois de se saber qual o valor da coima que os EUA aplicaram. Até porque o banco já tinha feito uma provisão para fazer face a este processo. Mas o montante é menos de metade da coima anunciada.

O maior banco da Europa tem assim registado quedas pronunciadas, acumulando, desde o início do ano uma descida de 52%.

Ontem, os receios em torno do Deutsche Bank acabaram por arrastar todo o sector financeiro, com a banca a protagonizar descidas acentuadas um pouco por toda a Europa. (Negocios)

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