Deutsche Bank afunda mais de 8% para novo mínimo histórico

(Bloomberg)

O banco alemão está a provocar um arranque de sessão de perdas acentuadas nas bolsas europeias. Na quinta-feira à noite foi conhecido mais um facto negativo para o banco.

As acções do Deutsche Bank iniciaram a sessão em forte queda, reagindo à notícia publicada pela Bloomberg, ao final do dia de ontem, que dá conta que há cada vez mais fundos a reduzirem a sua exposição ao Deutsche Bank.

Os títulos do maior banco da Europa arrancaram o dia a cair 7,95% para 10,01 euros, o que representa um novo mínimo histórico. Depois das quedas acentuadas no início da semana, as acções tinham recuperado terreno nas últimas sessões.

Mas o stress em volta do Deutsche Bank regressou ontem ao final do dia e está a contagiar toda a Europa. O Stoxx 600 recua 1,24% e o índice sectorial para o sector financeiro desce já perto de 3%.

A Bloomberg avançou ontem ao final do dia que vários fundos que recorrem ao Deutsche Bank para fazer a negociação de contratos derivados, usando-o como contraparte na garantia das transacções, estão a retirar operações e fundos que têm alocados no banco alemão, um sinal de receios crescentes.

O fecho destas posições e o fim destes contratos surge como uma forma de estes fundos se protegerem de algum problema mais sério no maior banco da Europa. A notícia teve reflexo imediato nos mercados, com Wall Street a acentuar as perdas.

A agência de informação americana revela que a grande maioria dos clientes de derivados não fizeram qualquer alteração, mas alguns fundos transferiram parte dos serviços de corretagem para outras empresas. A informação tem por base um documento interno a que a Bloomberg teve acesso.

A agência avança com alguns nomes: Millennium Partners, Capula Investment Management e Rokos Capital Management estão entre os cerca de 10 fundos que reduziram a sua exposição ao Deutsche Bank, segundo uma fonte próxima da situação, que pediu anonimato.

O Deutsche Bank tem estado sob forte pressão devido aos receios sobre a solvabilidade financeira da instituição. Estes receios ganharam uma dimensão maior depois de o Departamento de Justiça dos EUA ter determinado uma coima de 14 mil milhões de dólares (12,5 mil milhões de euros). Um valor já considerado exagerado pelo banco, que revelou que vai recorrer, bem como pelas autoridades europeias.

Ainda esta quinta-feira, 29 de Setembro, Jeroen Dijsselbloem, líder do Eurogrupo, disse estar “genuinamente preocupado” com a situação que disse ser “prejudicial e arriscada para a estabilidade financeira” mundial. (Negocios)

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