Construção de barragens constitui solução para combater seca

Cunene: Seca nas várias Regiões da Província. (Foto: José Cachiva/Angop)

Lubango – O governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, defendeu nesta segunda, no Lubango, a necessidade da construção de barragens com capacidades de reter água para consumo humano, criação de gado, agricultura e combater a seca na região sul de Angola.

O governador, que falava segunda-feira, no Lubango, num encontro que reuniu autoridades da Huíla, Namibe e Cunene para encontrar soluções aos problemas da seca na região, afirmou que a seca é um fenómeno cíclico e esta é uma solução que vai beneficiar as comunidades em períodos de seca ou estiagem, quantidades suficientes de água para o consumo humano, o abeberamento de gado e  produção de pastos, assim como para desenvolver a agricultura, no sistema de regadio.

Esclareceu que o governo provincial fez apresentou a proposta ao Governo Central, cuja edificação das infra-estruturas iniciaram em 2014, mas as obras de três mini-hídricas nos municípios do Lubango, Gambos e Chibia foram interrompidas menos de um ano depois por exiguidade de recursos financeiros.

Esta situação obriga o governo a implementar acções paliativas para combater os efeitos das alterações climáticas, um fenómeno global que em Angola se manifesta com mais incidência na região sul, particularmente, nas províncias do Namibe, Cunene e Huíla.

Disse ser pertinente que se implementem soluções, não só para atender problemas de emergência, mas soluções duradouras, para dar resposta aos principais problemas que os cidadãos enfrentam em períodos de seca.

Entretanto, a edificação das mini-hidricas está orçada cada uma em 25 milhões de dólares e serão executadas em quatro fases.  Já foram já feitos os estudos do subsolo, correspondente à primeira fase.

A mini-hídrica do Lubango terá uma represa com 16 metros de altura, com a capacidade de reter 150 milhões de metros cúbicos de água, para irrigar áreas agrícolas e ainda abastecer vários pontos, como por exemplo as novas centralidades.

Nos Gambos, a barragem terá 19 metros de altura, para 400 milhões de metros cúbicos, com um canal de irrigação de 25 quilómetros, enquanto a da Chibia terá uma albufeira capaz de reter mais de 300 milhões de metros cúbicos para irrigar mais de 15 mil hectares.

O governador falava segunda-feira, no Lubango, num encontro que reuniu autoridades da Huíla, Namibe e Cunene para encontrarem respostas para a seca na região.  (ANGOP)

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