China e EUA condenam em uníssono quinto teste nuclear de Pyongyang

(Foto: Toru Hanai - Reuters/Arquivo)

A Coreia do Norte confirmou ter efetuado um novo teste nuclear esta madrugada, o quinto realizado pelo país desde 2006.

Num comunicado, Pyongyang justifica a ação como uma forma de reagir ao que considera ser a ameaça norte-americana e dos seus aliados na região.

Coreia do Sul, Japão e EUA convocaram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para esta sexta-feira.

A Coreia do Sul afirma que se trata do teste mais potente alguma vez realizado pelo regime comunista.

“Estamos perante uma situação grave que é totalmente diferente das situações do passado, quando a Coreia do Norte levava a cabo um teste de três em três anos. As ameaças nucleares da Coreia do Norte são uma realidade, e uma ameaça direta à nossa segurança. Os nossos militares têm que estar preparados, em conjunto com os Estados Unidos, para castigar as provocações de Pyongyang”.

A China condenou igualmente a ação, quando a Agência Internacional de Energia Atómica evoca um teste, que, “viola as resoluções do Conselho de Segurança sobre o programa nuclear norte-coreano”.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte justificou o novo teste nuclear, como uma forma de assinalar, “os 71 anos da ocupação militar da Coreia do Sul”, tendo apelado, num comunicado, à retirada das tropas norte-americanas da península.

Pyongyang afirma que o teste desta madrugada confirmou a capacidade do país de instalar uma ogiva nuclear num míssil de médio alcance.

O líder norte-coreano Kim Jong-Un realiza assim o 37o teste com um míssil do seu curto “mandato” de 4 anos. Um número que representa o dobro das ações levadas a cabo pelo pai em mais de 17 anos de regime. (Euronews)

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