César das Neves: Slogan do PS “em defesa da escola pública” lembra propaganda nazi

(Miguel Baltazar)

O economista, professor da Universidade Católica e ex-conselheiro de Cavaco Silva, lamenta que o PS se mascare de protector de inocentes para atacar o ensino privado, escreve na sua coluna de opinião no Diário de Notícias.

O Governo cedeu aos interesses dos sindicatos dos professores, estando a guiar a sua actuação por cedência aos interesses instalados, e não pela defesa dos alunos e de um melhor sistema de educação. Essa atitude decadente face às corporações fica evidente no slogan do PS “em defesa da escola pública”, um elemento de publicidade política que a César das Neves, economista e professor da Universidade Católica, faz lembrar a propaganda Nazi.

“O slogan ‘em defesa da escola pública’ não é propriamente original”, escreve na sua coluna de opinião semanal no Diário de Notícias, mas “ver o Partido Socialista afinar por esse diapasão constitui um grau inesperado de infâmia”. “Tal hipocrisia não é habitual nas forças democráticas portuguesas” e “revela o ponto de degradação a que chegámos”.

Para o economista, não há qualquer ameaça à escola pública, que está bem e recomenda-se. O que há, sim, é um ataque ao ensino privado, que visa limitar a possibilidade de escolha e a liberdade do ensino. Está em curso “a maior campanha das últimas décadas contra a escola livre e a possibilidade de escolha de pais e alunos”, pelo que “falar em defesa da escola pública é supina impostura”, escreve.

A César das Neves esta estratégia em que o “agressor mascara-se de protector de inocentes para esconder a sua barbaridade”, faz lembrar a propaganda nazi. “Hitler também fingiu proteger os Sudetas para atacar a Checoslováquia e invocou a defesa dos alemães em Dantzig como pretexto de invasão da Polónia. Claro que o PS é uma força digna e civilizada, sem qualquer semelhança com os nazis. Por isso choca vê-lo embrulhado nos mesmos estratagemas” lê-se nas páginas do DN.

O assessor económico de Cavaco Silva nos anos 90 subinha que, para o governo, “o que interessa é o imenso organismo de funcionários que se alimenta, independentemente do público que devia servir”, um sinal de decadência já viu antes em Portugal, e que antecipou mudanças importantes. “Vimos algo semelhante no segundo governo Balsemão em 1981 e no segundo governo Sócrates em 2009. É a situação desesperada que faz perder a vergonha, revelando, debaixo do forro, o rude maquinismo. Depois destes governos de recurso e de desespero costuma aparecer a mudança. Seja para o progresso ou para o caos”. (Negocios)

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