Caju é o ouro da Guiné-Bissau

Bissau acolhe a décima conferência Internacional da Aliança Nacional de Cajú (RFI/Liliana Henriques)

Bissau acolhe a partir de hoje, e durante quatro dias, a décima conferência Internacional da Aliança Nacional de Cajú, sob o tema, “Uma Década de Transformação”. Trezentos participantes oriundos de trinta países produtores de cajú debatem as potencialidades da indústria de caju, novas oportunidades, inovações e investimentos.

Sob o lema uma década de transformação, a décima Conferencia Internacional da Aliança Africana do Caju, procura atrair potenciais investidores para a transformação do sector. Este evento, segundo, Sunil Dahiya, Responsável dos Negócios da Aliança Africana do caju, é uma oportunidade para partilhar os conhecimentos sobre o sector.

” A Guiné -Bissau já é um campeão de produção, sabe produzir castanha. Agora já é outro nível, acrescentar valor desse prodito, além de se continuar a exportar”.

O Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Rui Nené Djata, afirmou que as potencialidades da Guiné-Bissau são reconhecidas por todos, mas o investimento exige a estabilidade.
“Temos a melhor qualidade de castanha do mundo são argumentos importantes. Agora há uma coisa certa, a Guiné-Bissau tem de ter estabilidade política. É uma condição prévia”.

Para o Coordenador Técnico do Comité de Organização Local da Conferencia, Jesué Gomes D´Almeida, o impacto da conferência já é visível. “Todos os hotéis de Bissau receberam participantes. Há vários empresários portugueses, dos países da CPLP, chineses”.

A Guiné-Bissau é o segundo país africano produtor de caju e o quarto maior produtor mundial, depois da Costa do Marfim, Índia e Vietname. Só este ano, o país arrecadou mais de duzentos e cinquenta milhões de dólares americanos, provenientes das exportações de cerca de duzentas mil toneladas da castanha do caju. (RFI)

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