Boaventura Cardoso dirige Academia Angolana de Letras

O escritor e ex-ministro da Cultura, Boaventura Cardoso. (Foto: Ampe Rogério)

A Lista Única candidata aos Corpos Gerentes da Academia Angolana de Letras (A.A.L.), integrada por Artur Pestana “Pepetela” (Presidente da Mesa da Assembleia Geral), Boaventura Cardoso (Presidente do Conselho de Administração), Henrique Guerra (Presidente do Conselho Fiscal) e Paulo de Carvalho (Presidente do Conselho Científico) venceu, este sábado, 3 de Setembro, o pleito eleitoral realizado na sede da União dos Escritores Angolanos.

Fica assim designado como administrador da AAL, o escritor Boaventura Cardoso, nascido em Luanda a 26 de Julho de 1944,licenciado em Ciências da Comunicação pela Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino.

O candidato ora eleito foi Ministro da Cultura (2002/2010), governador de Malange (2010/2012), director do Instituto Nacional do Livro e do Disco (INALD), secretário de Estado da Cultura, ministro da Informação e embaixador de Angola em França, Itália e Malta e representante do país junto das Nações Unidas (FAO, PAM e FIDA).

Membro fundador da União dos Escritores Angolanos, Boaventura Cardoso começou a publicar em 1967 contos e poemas em jornais e revistas de Luanda.

Integraram a Comissão Eleitoral os membros: Victor Kajibanga (presidente), Virgílio Coelho (vice-Presidente), Irene Guerra Marques: Vogal (ausente no estrangeiro) e José Luís Mendonça, na qualidade de representante designado da Lista Única.

A Comissão e o representante da Lista Única reuniram às 14:05 h, para a contagem dos votos. Após a abertura da urna, foram obtidos os seguintes resultados: VOTOS VALIDADOS: 23; VOTOS A FAVOR: 22; VOTOS CONTRA: um.

De acordo com o artigo 10.º do Regulamento do Pleito Eleitoral, foi proclamada vencedora a LISTA ÚNICA das eleições para o quadriénio 2016-2020 da Academia Angolana de Letras.

A Comissão Eleitoral saudou, na ocasião, todos os confrades, membros fundadores da Academia Angolana de Letras, pela demonstração de elevação, maturidade e serenidade que permitiram a conclusão deste processo, que demonstra o carácter democrático e dinâmico da instituição.

Tal como vem expresso no manifesto de 7  de  Julho de 2016, “hoje, perante os novos e grandes desafios culturais e sociais, os escritores e investigadores sociais angolanos reunidos em torno da Academia Angolana de Letras assumem e renovam o compromisso secular de trabalhar para a dignificação das Línguas Nacionais, da Literatura e dos Estudos Sociais Nacionais, honrando o génio criador e inventivo do Homem Angolano, e baseados na brilhante tradição das gerações precedentes, colocam o conjunto da sua acção criativa e dos saberes endógenos herdados ao longo dos séculos, ao serviço das populações, das comunidades e dos povos, e em especial, das gerações vindouras.” (cultura)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA