Angola espera levantamento abrangente do bloqueio dos EUA contra Cuba

Vice-presidente da República de Angola, Manuel Domingos Vicente (Arquivo) (Foto: Pedro Parente)

Angola espera que o restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e os EUA se venha a traduzir, de facto, no levantamento do bloqueio económico, comercial e financeiro contra o país caribenho (Cuba).

O desejo foi expresso pelo vice-presidente da República, Manuel Vicente, quando discursava, quinta-feira, na 71ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, em representação do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.

Manuel Vicente vincou que vale a pena destacar que o processo de distensão entre Cuba e os EUA continua a necessitar de apoio de toda a comunidade internacional.

Por outro lado, o vice-presidente sublinhou que, a nível internacional, está-se, de facto, perante um ambiente político conturbado, em que se combinam o agravamento dos conflitos, especialmente no Médio Oriente, com ameaças e episódios permanentes de violência que a comunidade internacional não tem sido capaz de enfrentar de maneira adequada.

“O terrorismo, fenómeno que merece combate sem trégua, é o exemplo mais eloquente dessa constatação. O mundo parece não estar preparado para lidar com a capacidade de grupos não-estatais e de indivíduos isolados ansiosos de gerar terror”, assinalou.

Os conflitos na Líbia, na Síria e no Iraque exigem uma rápida resolução, face às graves consequências humanitárias daí resultantes, declarou, acrescentando que as causas desses conflitos residem em violações graves dos direitos fundamentais dos povos desses países e em ingerências externas.

Estas, argumentou, revelaram-se desastrosas nas tentativas de mudança de regime e na imposição artificial de supostas democracias.

Noutra vertente, Manuel Vicente afirmou que o deslocamento forçado de milhares de seres humanos, que se verifica actualmente, espelha uma realidade confrangedora e um quadro degradante, ofensivo à dignidade humana, que exige resposta imediata e abrangente por parte da comunidade internacional.

Recordou que os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas devem ser respeitados por todos os estados membros, em todos os processos em fase de implementação no Sistema das Nações Unidas.

Na véspera do seu discurso na 71ª sessão da Assembleia-Geral, que decorre de 20 a 26 do corrente mês, o vice-presidente da República, participou, quarta-feira, no 2º Fórum de Negócios Estados Unidos da América/África. (Angop)

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