Angola acolhe mais de 525 mil repatriados

Ministro da Assistência e Reinserção Social, Gonçalves Muandumba (Foto: Pedro Parente)

Quinhentos e 25 mil e 871 cidadãos angolanos, na condição de refugiados, foram repatriados, desde 2003, no quadro de uma “mega” operação de repatriamento, informou nesta quinta-feira, em Luanda, o ministro da Assistência e Reinserção Social, Gonçalves Muandumba.

Em declarações à imprensa, no final da 6ª Sessão Ordinária da Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros, o governante informou que já foi dado por findo o processo de repatriamento e Angola deixou de ter refugiados noutros países.

Explicou que o processo foi voluntário e mais de 60 mil cidadãos optaram por ficar nos países de acolhimento. Desses 60 mil, explicou, perto de 20 mil permaneceu na República Democrática do Congo, igual número na Zâmbia e os outros 20 mil entre a África do Sul e a Namíbia.

Sublinhou que o processo foi antecedido por um grande programa de desminagem do país e imposição das autoridades do Estado em algumas localidades.

Referiu que, no quadro do repatriamento, perto de 240 mil cidadãos foram transportados por via terrestre, enquanto outros chegaram por via aérea e marítima.

Gonçalves Muandumba disse que o país tem sido convidado para vários fóruns, a fim de partilhar a sua experiência, no âmbito do repatriamento de refugiados e de desminagem.

Quanto a situação dos angolanos que perderam o estatuto de refugiados na África do Sul, informou que foi criada uma comissão, da qual fazem parte os ministérios das Relações Exteriores, do Interior e da Assistência e Reinserção Social.

Esta comissão está encarregue de acompanhar e garantir assistência aos angolanos que decidiram continuar a viver noutros países.

Informou que vão analisar caso-a-caso e procurar as melhores soluções junto dos países de acolhimento.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o processo de repatriamento de angolanos “foi uma mega operação, um grande exercício”.

A comunidade internacional, refere o ACNUR, “considera-a a maior operação de repatriamento de refugiados a nível mundial e a mais longa a nível continental”.

A 6ª Sessão Ordinária da Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros avaliou, entre várias questões, o relatório de balanço global do processo de repatriamento de refugiados angolanos. (Angop)

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