África do Sul: Angola contra comércio ilegal e legal do Marfim

Secretaria de Estado da Biodiversidade, Paula Francisco Coelho (Foto: Gaspar dos Santos/Arquivo)

Angola defende a protecção total de elefantes e o fim da comercialização do marfim, tanto em transacções legais, tanto em ilegais, afirmou nesta terça-feira, em Joanesburgo, o director Nacional Para a Biodiversidade do Ministério do Ambiente, Joaquim Manuel.

Ao falar à imprensa sobre a posição de Angola nos debates da décima sétima Conferência das Partes da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas Pela Extinção (CITES CoP17), que decorre no Centro de Convenções de Sandton, África do Sul, desde 24 de Setembro a 5 de Outubro, Joaquim Manuel sublinhou que ‘‘Angola se opõe totalmente ao comércio de marfim’’.

‘‘Nós somos de opinião que o marfim não deve ser comercializado, porque encoraja a prática da caça furtiva’’, afirmou o especialista do Ministério do Ambiente, antes de anunciar que Angola trouxe uma proposta ao CITES CoP17 para o encerramento de todos os mercados da venda de marfim a nível mundial.

Angola, que participa, como País membro, pela primeira vez na maior reunião dos Países Membro da CITES, ‘‘posiciona-se, afincadamente’’ na manutenção da protecção de certas espécies, como é o caso do elefante africano, que alguns membros pretendem movimentar para a categoria 2, grupo de espécies de protecção parcial.

A delegação angolana defende igualmente a ‘’protecção total’’ do papagaio cinzento, do Pangolin e do Pau-rosa que actualmente figuram na categoria de espécies sob ‘’protecção parcial’’.

Angola possui uma Comissão Interministerial de Combate aos Crimes Ambientais e os Relacionados com a Fauna e Flora Selvagem, cujo objectivo é tornar cada vez mais assente o controlo da movimentação transfronteiriça a nível da regional, no combate ao comércio ilegal e de forma específica ao abate indiscriminado dos elefantes e o comércio do marfim.

A delegação angolana ao CoP17 é chefiada pela secretária de Estado para a Biodiversidade e Áreas de Conservação, Paula Francisco Coelho. (Angop)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA