Adensa-se a crise na Guiné-Bissau

Cipriano Cassamá, o presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau (Facebook de Cipriano Cassamá)

A comunidade internacional continua a envidar esforços para encontrar uma saída para a crise que tem vindo a agravar-se na ausência de consenso nas instituições que tutelam o poder no país. Neste sentido, o cenário político guineense tem sido objecto de diligências promovidas por guineenses, enviados da comunidade de Estados da África Ocidental, os chefes da diplomacia da Guiné-Conacri, da Libéria e do Togo, assessorados pelo presidente da comissão da CEDEAO, o beninense Marcel do Souza.

O intuito destas iniciativas é levar os guineenses ao entendimento, nomeadamente os dois principais partidos desavindos no Parlamento, o PAIGC e o PRS. A missão da CEDEAO tem mantido reuniões com os partidos e o grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC. No mesmo sentido, ainda hoje o Presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá, reuniu-se com o Presidente da República para lhe pedir que use a sua “magistratura de influência” para ajudar a reaproximar as partes em contencioso. O presidente do Parlamento referiu ter recebido garantias do empenho pessoal de José Mário Vaz neste aspecto.

Contudo, noutra frente, soube-se que o próprio Cipriano Cassamá està a ser alvo de uma queixa promovida pelo Governo no tribunal administrativo. O Governo pretende que este tribunal obrigue o Presidente do Parlamento a marcar uma data para discutir e aprovar o seu plano de acção, já que do seu ponto de vista, quem está na origem dos bloqueios é o presidente do Parlamento, o que o interessado desmente, remetendo a responsabilidade desta situação para o PAIGC e o PRS.
Mais pormenores com Mussa Baldé. (RFI)

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