Abertura dos mercados: Praças europeias no verde. Petróleo e euro também com sinal mais

(Bloomberg)

As principais praças europeias estão a negociar em terreno positivo, uma tendência que já se tinha verificado na Ásia. Os preços do petróleo avançam nos mercados internacionais e o dólar continua a perder terreno.

Os mercados em números

PSI-20 soma 0,27% para 4.792,24 pontos

Stoxx 600 cresce 0,23% para 351,42 pontos

Nikkei subiu 0,26% para 17.081,98 pontos

“Yield” da dívida a 10 anos de Portugal cede 1,4 pontos base para 3,038%

Euro avança 0,10% para 1,1158 dólares

Petróleo valoriza 0,10% para 47,68 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias com sinal mais

As principais praças europeias estão a negociar em alta esta terça-feira, 6 de Setembro. O principal índice italiano lidera os ganhos no Velho Continente, subindo 0,35%, seguido pelo alemão DAX, que cresce 0,32%. O PSI-20 avança 0,27%. O Stoxx 600 sobe 0,23%.

Esta manhã, os investidores vão estar atentos nomeadamente aos dados que o Eurostat vai publicar, relativos ao índice de gestores de compras (PMI) da Markit para o retalho. Será ainda revelado o produto interno bruto (PIB), do segundo trimestre.

Na Ásia, as acções tocaram em máximos de um ano. Em Tóquio, o Nikkei encerrou a subir 0,26% e o Topix valorizou 0,65%. Na China, o Shanghai Composite sobe 0,61% e em Hong Kong, o Hang Seng cresce 0,45%.

Juros em queda ligeira

Os juros da dívida pública portuguesa estão a registar uma queda ligeira no mercado secundário. As “yields” a dez anos, o prazo considerado de referência, estão a recuam 1,4 pontos base para 3,038%. No caso da dívida alemã, os juros que os investidores pedem para trocarem dívida entre si seguem inalterados nos -0,048%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 307,7 pontos.

Dólar continua sob pressão

A moeda norte-americana continua a desvalorizar face às principais congéneres, numa altura em que o mercado acredita pouco na possibilidade da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) subir os juros já este mês. Esta possibilidade cada vez mais longínqua para os investidores está a penalizar a evolução do dólar. Por esta altura, a divisa norte-americana cede 0,04% para 103,39 ienes. Face à moeda britânica, a nota verde recua 0,29% para 0,7495 libras. Em relação à divisa da Zona Euro, o dólar desce 0,12% para 0,8960 euros.

Brent sobe, mas ainda abaixo dos 48 dólares

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais. Esta evolução tem lugar numa altura em que os investidores avaliam o acordo que prevê a cooperação entre a Rússia e da Arábia Saudita para estabilizar o mercado petrolífero. Não foram indicadas medidas específicas para impulsionar os preços. O ministro saudita da Energia, adiantou porém, que não vê necessidade para uma limitação da produção da matéria-prima para já. O West Texas Intermediate soma 1,73% para 45,21 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, avança 0,10% para 47,68 dólares por barril.

Juros penalizam ouro

Os investidores acreditam cada vez menos na possibilidade da Fed subir os juros em Setembro, o que está a fazer com que o ouro registe uma desvalorização ligeira. O ouro, para entrega imediata, desce 0,01% para 1.326,99 dólares por onça.

Destaques do dia

CMVM suspende negociação das acções do BPI. Em comunicado, o regulador dos mercados deliberou “a suspensão da negociação das acções do Banco BPI, S.A., até à divulgação de informação relevante sobre o emitente.”

Mais um dia D do BPI que pode acabar como todos os outros. A colocação de um ponto final no tema do limite de 20% dos direitos de voto no BPI continua difícil. Esta terça, há um novo encontro que vai deliberar a desblindagem. Só que os calendários judiciais podem impedir que o assunto fique fechado.

Institucionais aproveitam correcção dos CTT para reforçar aposta. Grandes investidores nacionais e estrangeiros têm vindo a comunicar o reforço de posições na empresa de correios nacional. A própria gestão decidiu comprar acções próprias, no seguimento da queda em bolsa.

CTT sob pressão, à espera de novas contas. A divulgação de resultados abaixo das expectativas, penalizados pelo Banco CTT, levou as acções para mínimos de Janeiro de 2014. E a negociação deverá continuar a ser marcada pela volatilidade. Os resultados do terceiro trimestre são agora o foco.

BCE passa fasquia de um bilião na compra de dívida pública. A entidade liderada por Mario Draghi passou a fasquia do bilião de euros de obrigações detidas. Mas travou as compras no mês de Agosto.

Ameaça dos catalães tira 50 milhões ao valor do BPI. A notícia de que o CaixaBank poderia estar a considerar retirar a OPA sobre o BPI tirou 50 milhões à capitalização bolsista do banco. E, caso a informação se confirme, pode tirar ainda mais.

O que vai acontecer esta terça-feira

Orçamento na Alemanha. Wolfgang Schaeuble apresenta o orçamento da Alemanha para 2017.

Dados na Zona Euro. O Eurostat publica o índice de gestores de compras (PMI) da Markit para o retalho, relativo ao mês de Agosto. Será ainda revelado o produto interno bruto (PIB), do segundo trimestre.

Indicadores do INE. O Instituto Nacional de Estatística (INE) publica o índice de custos de construção de habitação nova e o índice de preços de manutenção e reparação regular da habitação, referentes ao mês de Julho. (Negocios)

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