Abertura dos mercados: Petróleo e euro em queda com bolsas europeias sem tendência definida

(Negocios)

As principais praças europeias estão a negociar sem uma tendência definida nesta última sessão da semana. Os preços do petróleo estão a cair e o euro segue a desvalorizar face ao dólar.

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,93% para 4.511,96 pontos

Stoxx 600 cede 0,12% para 339,94 pontos

Nikkei subiu 0,70% para 16.519,29 pontos

“Yield” a 10 anos de Portugal soma 0,02 pontos base para 3,426%

Euro recua 0,08% para 1,1235 dólares

Brent do Mar do Norte cai 1,05% para 46,10 dólares

Bolsas europeias sem tendência definida
As principais praças europeias estão a negociar sem uma tendência definida nesta última sessão da semana. O PSI-20 recua 0,93% e é o índice que mais perde no Velho Continente, seguido pelo espanhol IBEX35, que desce 0,37%. O Stoxx 600 cede 0,12%. Em alta segue o francês CAC40 (+0,11%) e o principal índice de Amesterdão (+0,07).

Na Ásia, a sessão foi sobretudo de ganhos, com as acções a recuperarem assim de mínimos de seis semanas. Esta evolução tem lugar numa altura em que os investidores consideram que há uma probabilidade em torno de 50% da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) subir os juros ainda este ano. No Japão, o Nikkei encerrou a subir 0,70% e o Topix avançou 0,80%. Na China, o Shanghai Composite desce 0,68% e o Hang Seng de Hong Kong sobe 0,63%.

Juros a 10 anos sobem

Os juros da dívida pública nacional estão a negociar sem uma tendência definida no mercado secundário. A dez anos, os juros somam 0,02 pontos base para 3,426%. Este comportamento tem lugar num dia em que agendada uma eventual revisão de “rating” por parte da agência de notação financeira S&P. Esta quinta-feira, o Conselho das Finanças Públicas mostrou o cartão vermelho ao Governo, adiantando que a estratégia de crescimento do Executivo não funciona e se mantiver o rumo falhará as suas metas para o orçamento e economia.

No caso da dívida alemã, os juros a dez anos cedem 2 pontos base para 0,012%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 339,9 pontos.

Dólar trava valorização

A moeda norte-americana está pouco alterada em relação às principais pares numa altura em que os investidores acreditam que há uma probabilidade em torno de 50% da Fed da subir a taxa directora ainda este ano. Por esta altura, face ao euro, o dólar soma 0,08% para 0,8901 euros. Em relação à moeda britânica, a moeda norte-americana soma 0,16% para 0,7566 libras. E face ao iene, a divisa dos Estados Unidos recua 0,12% para 101,98 ienes.

Especulação determina queda do petróleo

Os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais numa altura em que há a especulação no mercado que o excesso de oferta vai persistir. A diminuição da procura que se regista ajudar a impulsionar esta especulação. Em Nova Iorque, o barril de West Texas Intermediate desce 1,05% para 43,45 dólares. Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, desce 1,05% para 46,10 dólares.

Ouro à espera dos bancos centrais

A cotação do metal amarelo está a cair numa altura em que os investidores estão de olhos postos no encontro da Fed, que se realiza na próxima semana, e na reunião do Banco do Japão, cujo encontro está também marcado para a próxima semana. Por esta altura, o ouro para entrega imediata, cede 0,04% para 1.314,19 dólares por onça.

Destaques do dia

Amorim Energia encaixa 485 milhões com venda de 5% da Galp. A venda de uma fatia de 5%, dos 38,34% que detinha na Galp, por parte da Amorim Energia, já foi concluída. A empresa de Américo Amorim, Sonangol e Isabel dos Santos arrecadou perto de 485 milhões de euros.

Banca dá mais de 20 milhões de euros por dia em crédito ao consumo. Foram emprestados mais de 3.000 milhões de euros em crédito ao consumo, até Julho, mais 17% que no período homólogo de 2015, segundo dados do Banco de Portugal.

Fundos captam investimento pela primeira vez este ano. Os fundos de investimento nacionais registaram subscrições líquidas positivas pelo primeiro mês em 2016. Os fundos mais conservadores continuam a liderar a preferência dos investidores.

Contas ordenado “em vias de extinção”. O ordenado tem cada vez menos importância para as instituições financeiras. Se até há alguns anos era uma garantia de isenção das comissões de manutenção, agora são cada vez menos os bancos que não cobram encargos aos clientes que domiciliam o seu vencimento.

Depósitos: Quer um juro melhor? Domicilie o salário. O Montepio, liderado por José Félix Morgado, é o banco que oferece a taxa de juro mais elevada nos depósitos com base na relação estabelecida com os clientes.

Juro nos depósitos pode chegar aos 1,3% com subscrição de produtos. São oito as instituições financeiras nacionais que têm na sua oferta depósitos a prazo cuja remuneração está dependente da subscrição de produtos. Dentro deste grupo, o Montepio é aquele que oferece a taxa de juro mais elevada: 1,3%, em média, no prazo de 12 meses.

O que vai acontecer hoje

Revisão de “rating”. A S&P tem agendada para esta sexta-feira uma possível revisão do “rating” da dívida soberana de Portugal.

Dados económicos nos EUA. Os EUA divulgam Índice de preços no consumidor, relativos ao mês de Agosto.

Números do Banco de Portugal. O regulador do sector bancário português apresenta osIndicadores Coincidentes. (Negocios)

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