Abertura dos mercados: Debate nos Estados Unido anima bolsas

(Negocios)

As principais praças europeias estão a negociar em alta, após a realização do primeiro debate presidencial nos Estados Unidos. O mercado acredita que Hillary Clinton foi mais forte neste debate, o que está a impulsionar as acções.

Os mercados em números

PSI-20 soma 0,38% para 4.584,32 pontos

Stoxx600 valoriza 0,63% para 342,14 pontos

Nikkei ganhou 0,84% para 16.683,93 pontos

“Yield” 10 anos de Portugal cede 0,1 pontos base para 3,381%

Euro desliza 0,7% para 1,1246 dólares

Petróleo recua 0,87% para 46,94 dólares por barril em Londres

Bolsas europeias com sinal mais

As principais praças europeias estão a negociar em terreno positivo nesta terça-feira, 27 de Setembro. O espanhol IBEX35 lidera os ganhos no Velho Continente ao subir 0,73%, seguido pelo principal índice italiano, que cresce 0,64%. O Stoxx600 ganha 0,63%. O PSI-20 aprecia 0,38%

Na Ásia, o dia foi de ganhos. No Japão, o Nikkei encerrou a subir 0,84% e o Topix cresceu 1%. Na China, o Shanghai Composite avança 0,60% e Hang Seng de Hong Kong valoriza 1,19%.

Esta evolução nos mercados esta terça-feira teve lugar depois do primeiro debate nos Estados Unidos entre os dois candidatos presidenciais. Os investidores acreditam que o debate correu melhor à candidata do partido Democrata, Hillary Clinton, que ao candidato do partido Republicano, Donald Trump. E isto animou o mercado.

Juros sem tendência definida

Os juros da dívida pública portuguesa no mercado secundário estão a negociar sem uma tendência definida. A dez anos, a maturidade considerada de referência, os juros cedem 0,1 pontos base para 3,381%. Ontem foi conhecido que o défice orçamental até Agosto caiu 81 milhões de euros face a 2015, atingindo os 3.990 milhões de euros. Este é um valor, face a Julho, que se afasta do limite anual inscrito no Orçamento de 5.494 milhões de euros, traduzindo uma redução do défice face ao mês anterior de 991 milhões de euros. O ministério das Finanças dá conta de um crescimento da receita pública de 1,3% em termos homólogos, acima do aumento da despesa que se ficou pelos 1%.

No caso da dívida alemã, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si somam 0,5 pontos base para -0,112%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 334,6 pontos.

Debate em foco no mercado cambial

O iene está a desvalorizar esta terça-feira face às pares, e o peso mexicano subiu, numa altura em que a procura por parte dos investidores por activos considerados de refúgio diminuiu. Este menor apetite por esta classe de activos ocorre, escreve a Bloomberg, depois da realização do primeiro debate entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos da América. Os inquéritos pós-debate confirmaram a sensação que muitos dos que assistiram ao debate tinham: Hillary Clinton, candidata democrata, venceu este primeiro de três debates. O dólar face à moeda japonesa soma 0,32% para 100,65 ienes. O euro cresce também 0,32% para 113,27 ienes.

Especulação em torno da OPEP pressiona petróleo

Os investidores estão a avaliar a possibilidade de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) alcançar um acordo esta quarta-feira sobre a produção da matéria-prima que leve à estabilização do mercado. Os Emirados Árabes Unidos já fizeram saber que apoiam um congelamento da produção se os outros Estados-membros também estiverem disponíveis para isso, de acordo com a Bloomberg. Contudo, cortes na produção não vão ser discutidos considera os Emirados Árabes Unidos. O ministro do Petróleo da Nigéria, por sua vez, mostrou-se confiante que vai haver um acordo, segundo a mesma fonte.

O West Texas Intermediate desce 0,65% para 45,63 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, desvaloriza 0,87% para 46,94 dólares por barril.

Filipinas determina queda do níquel

As Filipinas, o maior produtor mundial de níquel, anunciou que três quartos da indústria mineira está carente depois de ter sido realizada uma auditoria ambiental. A agência de informação indica que das cerca de 40 minas de metais nas Filipinas, a maioria das quais de níquel, 20 foram alvo da recomendação de suspensão a menos que consigam responder rapidamente às falhas detectadas na auditoria. Esta matéria-prima chegou a cair 1,1% para 10.410 dólares por tonelada métrica.

Destaques do dia

Banca sob pressão com malparado e processos judiciais. Há mais bancos na mira das autoridades. E no sul da Europa, as entidades financeiras também continuam sob pressão devido ao peso do crédito malparado.

As preocupações sobre o Deutsche Bank. As acções do Deutsche Bank atingiram mínimos e arrastaram outros títulos do sector. A incerteza sobre os custos judiciais, os problemas de rentabilidade e o risco sistémico são preocupações.

O gigante Deutsche faz tremer os mercados. As acções do Deutsche Bank afundaram esta segunda-feira. Os investidores receiam que o banco tenha de fazer um aumento de capital para conseguir pagar multas nos EUA e há dúvidas sobre se, caso seja necessário, o Governo alemão irá salvar o seu maior banco.

Cotadas aterram em Pequim para criar “novas pontes”. Pela primeira vez, os “Pan European Days” são realizados na China. E a iniciativa pode, no próximo ano, estender a Hong Kong, revelou a presidente da Euronext Lisbon, Maria João Carioca.

A estranha história das duas OPA à Cipan. Primeiro, veio uma proposta de compra de uma pequena parte da empresa vinda dos EUA. A administração não gostou. Seguiu-se uma troca accionista que obrigou a uma outra OPA, esta vinda de Espanha. Uma é a 45 cêntimos. A outra a 14. A história continua a ser escrita.

Round 1: a preparação de Clinton bateu o feitio de Trump. O candidato republicano começou melhor o debate, mas a democrata acabou por (ironicamente) revelar melhor ‘stamina’, saindo de Nova Iorque como vencedora do primeiro frente-a-frente das eleições presidenciais norte-americanas.

O que vai acontecer hoje

Indicadores na Zona Euro. É divulgado o Índice de massa monetária (M3), relativo a Agosto.

António Domingues no parlamento. O novo presidente da CGD é ouvido numa comissão parlamentar. (Negocios)

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