Abertura dos mercados: Bolsas europeias recuperam, ouro em alta e petróleo recua

(Negocios)

As declarações de segunda-feira de uma governadora da Reserva Federal que diz não haver pressa para subir juros e os dados positivos na indústria e no retalho da China estão a condicionar o arranque dos mercados na sessão de hoje.

Os mercados em números

PSI-20 cai 0,63% para 4.603,13 pontos

Stoxx 600 sobe 0,28% para 343,18 pontos

Nikkei aprecia 0,34% para 16.729,04 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos cedem 0,8 pontos base para 3,185%

Euro cai 0,12% para 1,1222 dólares

Petróleo em Londres recua 1,51% para 47,59 dólares o barril

Bolsas do Velho Continente recuperam

A generalidade das principais praças europeias está a negociar em alta nesta terça-feira, 13 de Setembro, à excepção da portuguesa. Já as acções asiáticas atingiram mínimos de um mês. No Japão, o Nikkei terminou a sessão a subir 0,34% e o Topix apreciou 0,05%. Na China, o Shanghai Composite avança 0,05% e em Hong Kong o Hang Seng cede 0,13%.

Este comportamento dos mercados bolsistas tem lugar numa altura em que os investidores avaliam as perspectivas em torno da política monetária da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) e a situação económica da China. A Governadora da Fed, Lael Brainard, afastou o cenário de uma subida dos juros já na próxima semana. A responsável mostrou sinais de relutância em subir os custos dos empréstimos mesmo assumindo que a economia norte-americana está a dar sinais de progressos graduais no sentido de atingir os objectivos traçados pela autoridade monetária.

Em relação à China, foi esta terça-feira divulgado que a produção industrial cresceu 6,3% em Agosto face ao mesmo período do ano passado. As vendas a retalho na segunda maior economia do mundo subiram 10,6% no mês passada. E os investimentos em activos fixos aumentaram 8,1% nos primeiros oito meses do ano. Todos estes números ficaram acima do estimado pelos analistas. E a Bloomberg refere ainda que estes dados económicos mostram que o crescimento económico na China estabilizou.

Juros em recuo

Os juros da dívida pública portuguesa estão a cair no mercado secundário. A dez anos, o prazo considerado de referência, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si cedem 0,8 pontos base para 3,185%. No caso da dívida alemã a dez anos, as “yields” caem 1,5 pontos base para 0,023%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 315,56 pontos, em máximos de 14 de Julho.

Dólar interrompe queda

A moeda norte-americana interrompeu um ciclo de quedas, estando o dólar a ser impulsionado pelas palavras da Governadora da Fed, Lael Brainard. A responsável considera que o cenário de uma subida dos juros por parte do banco central é “menos convincente”. Depois destas palavras, a expectativa de uma subida dos juros já no encontro da Fed na próxima semana diminuir. Face ao euro, o dólar soma 0,11% para 0,8910 euros. Relativamente à libra, o dólar cresce 0,19% para 0,79 libras.

Petróleo cai à espera dos inventários nos EUA

Na expectativa de que os dados relevados esta quarta-feira pela administração norte-americana denotem um aumento das existências de petróleo nos EUA, a maior economia do mundo, os preços do ouro negro estão esta terça-feira de novo em terreno de quedas. O valor do barril em Nova Iorque (o West Texas Intermediate) recua 1,64% para 45,35 dólares, enquanto em Londres o Brent, que estabelece o padrão para as compras nacionais, perde 1,51% para 47,59 dólares o barril. A ser divulgado, um aumento dos “stocks” contribuiria para agravar a percepção de excesso de oferta mundial desta matéria-prima. Nos EUA o volume armazenado, em termos sazonais, está em máximos de pelo menos três décadas.

Ouro aprecia depois de declarações da Fed

O metal amarelo avança depois de esta segunda-feira Lael Brainard, governadora da Reserva Federal norte-americana, ter dito não haver razão para pressas no aumento dos juros nos EUA, uma mensagem que vem em contradição com a deixada do final da semana passada pelo presidente da Fed de Boston e que ajuda assim a afastar em parte a especulação de uma revisão em alta das taxas ainda este ano. O preço da onça deste metal precioso aprecia 0,09% para 1329,01 dólares.

Destaques do dia

Jerónimo Martins e REN no radar dos especuladores. Nas últimas semanas, houve alguns fundos que apostam nas quedas a ajustar as posições. A Jerónimo Martins entrou no radar das entidades que tentam lucrar com eventuais desvalorizações das acções.

Depois da acalmia, a tempestade nos mercados. A expectativa em relação à subida de juros nos EUA, associada à inacção do BCE, aceleraram uma correcção nos mercados financeiros. Os especialistas acreditam que a volatilidade vai manter-se elevada e alertam para os riscos que permanecem.

Ana Guzmán: “Os mercados vão dançar ao ritmo dos bancos centrais”. A decisão do BCE de manter inalterados os estímulos acelerou um movimento de correcção nos mercados. Para Ana Guzmán, a descida é sobretudo justificada pela complacência em relação a riscos que permanecem nos mercados. A responsável da Aberdeen para a Ibéria acredita que os bancos centrais vão continuar a marcar o ritmo de negociação.

Fosun já tem satisfeita uma condição para entrar no BCP. O conselho de administração deverá reunir-se esta quarta-feira para se pronunciar sobre o investimento da Fosun. Há assuntos por limar: o BCP tem seis obstáculos por eliminar para que o novo accionista possa entrar.

O que vai acontecer hoje

Portugal

Banco de Portugal divulga as Estatísticas de instituições financeiras monetárias

INE publica dados sobre as obras licenciadas e concluídas no sector da construção, no segundo trimestre de 2016. (Negocios)

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