Abertura dos mercados: Bolsas europeias no vermelho. Petróleo e euro somam

(Bloomberg)

As principais praças europeias estão a iniciar a semana com sinal negativo, numa altura em que aguardam pelo encontro de produtores de petróleo para perceberem se vai existir ou não limites à produção.

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,53% para 4.551,83 pontos

Stoxx 600 recua 0,69% para 342,94 pontos

Nikkei desvalorizou 1,25% para 16.544,56 pontos

“Yield” 10 anos de Portugal cede 1,4 pontos base para 3,363%

Euro soma 0,08% para 1,1235 dólares

Petróleo cresce 0,46% para 46,10 dólares por barril em Londres

Bolsas europeias com sinal menos

As principais praças do Velho Continente estão a negociar em terreno negativo nesta primeira sessão da semana. O principal índice francês, o CAC40, lidera as quedas na Europa, recuando 1,10%, seguido pelo índice holandês, que desvaloriza 1,01%. O PSI-20 recua 0,53%. O Stoxx 600, índice de referência, desce 0,69%.

Na Ásia, o dia foi também de perdas, com as acções a aproximarem-se da maior queda em duas semanas. No Japão, o Nikkei encerrou a desvalorizar 1,25% e o Topix caiu 1,02%. Na China, o Shanghai Composite desce 1,76% e o Hang Seng de Hong Kong perde 1,29%.

A evolução das acções quer na Ásia quer na Europa tem lugar numa altura em que os investidores aguardam pelo desfecho do encontro de produtores da OPEP. O mercado quer perceber se vão ser dados indícios no sentido de limitar, ou não, a produção da matéria-prima.

Juros em queda

Os juros da dívida pública portuguesa estão a cair no mercado secundário em quase todos as maturidades. No prazo a dez anos, tido como de referência, as “yields” descem 1,4 pontos base para 3,363%. Esta evolução tem lugar depois de na semana passada ter sido revelado que o Governo português fechou o primeiro semestre com um défice abaixo da meta traçada. O défice nos primeiros seis meses do ano atingiu os 2,8%, com o Executivo a manter a sua previsão de fechar o ano com um défice inferior a 2,5% do PIB, melhor que o exigido pela União Europeia.

No caso da dívida alemã, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si recuam 1,2 pontos base para -0,094%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 343,2 pontos.

Dólar sem tendência definida

A moeda norte-americana está a negociar sem uma tendência definida face às principais pares. Face ao euro, o dólar desce 0,09% para 0,8900 euros. Por outro lado, em relação à libra, a divisa dos Estados Unidos cresce 0,14% para 0,7722 libras.

A Bloomberg noticia esta segunda-feira, 26 de Setembro, que hedge funds e outros especuladores elevaram o optimismo nas apostas em relação ao dólar para o valor mais elevado em sete meses antes da Reserva Federal dos Estados Unidos ter reduzido as perspectivas para as subidas dos juros em 2017.

Na semana passada, a Fed reviu as suas previsões de mexidas nos juros no próximo ano. Prestes a falhar o seu objectivo de subir por quatro vezes as taxas este ano, tal como previa no final de 2015, a instituição antecipa agora dois agravamentos dos juros em 2017, contra os três previstos em Junho.

Proposta saudita leva petróleo a subir

A Arábia Saudita, membro da OPEP e um dos grandes produtores mundiais de petróleo, colocou em cima da mesa uma oferta: cortar a produção. Depois de dois dias de negociações preparatórias entre a Arábia Saudita e o Irão terem terminado sem um acordo, Ríade estará agora disponível para produzir menos matéria-prima se o Irão mantiver a produção nos níveis actuais, de acordo com duas fontes da Bloomberg. Esta possibilidade aberta pela Arábia Saudita pode levar a um acordo futuro no seio da OPEP, que se reúne esta semana, o que está a impulsionar a cotação da matéria-prima. O West Texas Intermediate valoriza 0,49% para 44,70 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, soma 0,46% para 46,10 dólares por barril.

Ouro em queda

A cotação do ouro está em queda numa altura em que o dólar eliminou as perdas recentes, o que está a diminuir o apetite dos investidores por investimentos alternativos como é o caso do metal amarelo. Por esta altura, o ouro para entrega imediata desce 0,22% para 1.334,65 dólares por onça.

Destaques do dia

Quase 5% do BCP nas mãos de especuladores. Há cinco investidores institucionais a apostar na queda das acções do BCP. A BlackRock e o Lansdowne Partners detêm as maiores posições a descoberto no banco.

Fantasma do capital volta a assombrar BCP. Os receios em torno do sector bancário nacional e europeu voltaram a reflectir-se negativamente no desempenho das acções do BCP. O banco fixou um novo mínimo, abaixo de 1,5 cêntimos, com os investidores nervosos em relação à capitalização do BCP.

Carlos Moedas: “Comissão tem de aceitar que Portugal atinja metas de maneira diferente”. Carlos Moedas considera que a avaliação ao Governo deve centrar-se na sua capacidade de atingir as metas orçamentais. E se o conseguir por uma via da qual a Comissão discorda? “É isso que diferencia os governos”.

Soares de Oliveira: “Reduzir dívida a zero seria medida folclórica”. A SAD do Benfica fechou a época passada com lucro, pelo terceiro ano consecutivo. O responsável pelas finanças acredita que a tendência vai continuar e explica que a dívida será reduzida paulatinamente, ano a ano.

O que vai acontecer esta segunda-feira

Avaliação bancária na habitação. O INE divulga o inquérito à Avaliação Bancária na Habitação, relativo ao mês de Agosto.

Trump contra Hillary. Os dois principais candidatos às eleições norte-americanas enfrentam-se no primeiro debate televisivo.

Draghi discursa no Parlamento. O presidente do BCE, Mario Draghi, vai estar no início da semana na audição trimestral da Comissão de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu.

Indicadores nos EUA. São conhecidos os números relativos à venda de casas novas, em Agosto. (Negocios)

por Ana Laranjeiro

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA