Abertura dos mercados: Bolsas europeias, euro e petróleo valorizam

(Foto: D.R.)

O verde é a cor dominante nas praças europeias esta segunda-feira, numa altura em que os investidores aguardam pelo encontro da Fed e do Banco do Japão. Os preços do petróleo estão também a recuperar e o euro sobe face ao dólar.

Os mercados em números

PSI-20 soma 1,02% para 4.516,38 pontos

Stoxx 600 ganha 0,66% para 340,04 pontos

“Yield” a 10 anos de Portugal desce 0,9 pontos base para 3,407%

Euro aprecia 0,05% para 1,1160 dólares

Brent do Mar do Norte cresce 1,57% para 46,49 dólares por barril

Bolsas europeias no verde

As principais praças europeias estão a negociar em terreno positivo nesta primeira sessão da semana. O principal índice francês lidera os ganhos no Velho Continente, subindo 1,09%, seguindo pelo PSI-20,  que cresce 1,02%. Em Lisboa, destaque para as acções do BPI, que disparam 4,81% para 1,09 euros, depois de Tiago Violas Ferreira, líder da Holding Violas Ferreira, principal rosto da oposição à OPA do CaixaBank sobre o BPI, ter reconhecido que não consegue fazer mais do que já fez. “OPA é inevitável. Esgotámos a nossa força”. O Stoxx 600 cresce 0,66%.

Na Ásia, o dia também foi de ganhos, numa altura em que a recuperação dos preços do petróleo alimentou o apetite dos investidores pelo risco, isto numa semana em que tanto a Reserva Federal dos Estados Unidos e o Banco do Japão tem reuniões onde devem debater a sua política monetária.  Na quarta-feira, a Fed deverá manter inalterada a sua taxa de referência entre 0,25% e 0,5%. Nesse mesmo dia, será igualmente conhecido o desfecho da reunião do Banco do Japão. As praças nipónicas não negociaram por ser feriado no país. Na China, o Shanghai Composite cresce 0,77% e em Hong Kong, o Hang Seng ganha 0,83%.

Juros em queda

Os juros da dívida pública portuguesa estão a descer no mercado secundário depois de na última sexta-feira a agência de notação financeira Standard & Poor’s ter decidido manter o rating da dívida soberana de longo prazo de Portugal em “BB+”, ou seja, no primeiro nível de “lixo”. A agência também não mexeu na perspectiva (“outlook”) para a evolução da classificação de Portugal, que continua a ser “estável”. A dez anos, o prazo considerado de referência, as “yields” cedem 0,9 pontos base para 3,407%. No caso da divida alemã na mesma maturidade, os juros exigidos pelos investidores para trocaram dívida entre si soma 0,1 pontos base para 0,008%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 338,2 pontos.

Euro sobe

A moeda da Zona Euro está a valorizar em relação ao dólar. Por esta altura, o euro soma 0,05% para 1,1160 dólares.
Petróleo recupera

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais, recuperando assim um pouco das perdas recentes. Este alívio ocorre numa altura em que conflitos interromperam aquele que seria o primeiro envio de petróleo do terminal de exportações líbio Ras Lanuf desde 2014. Por esta altura, o West Texas Intermediate soma 1,86% para 43,83 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, avança 1,57% para 46,49 dólares por barril.
Ouro brilha

A cotação do ouro está a subir numa altura em que os investidores aguardam pelo encontro dos bancos centrais agenda para esta semana. Por esta altura, a cotação do ouro, para entrega imediata, ganha 0,44% para 1.316,09 dólares por onça.

Destaques do dia

Ruído sobre um resgate pressiona juros. Nos últimos dias a palavra resgate voltou à discussão política e aos relatórios das agências de “rating” e dos bancos de investimento. Os analistas dizem que esse cenário é pouco provável, mas a taxa a dez anos tem escalado.

S&P mantém rating e perspectiva de Portugal.  A notação financeira de Portugal mantém-se no primeiro nível de “lixo” na classificação da Standard & Poor’s, com a perspectiva a permanecer “estável”.

“OPA é inevitável. Esgotámos a nossa força”. O líder da Holding Violas Ferreira, principal rosto da oposição à OPA do CaixaBank sobre o BPI, reconhece que não consegue fazer mais do que já fez. E lamenta perda do espírito inicial de independência do banco.

Violas: “A nossa suposição é que a parte angolana tinha interesses diferentes do que viemos a constatar”. Tiago Violas Ferreira diz estar “um pouco desiludido” por não ter conseguido “ler os interesses dos outros ‘players'” e manter o BPI independente.

EUA pedem acesso à acção da Pharol contra Zeinal. O regulador do mercado de capitais dos EUA, a Securities and Exchange Commission (SEC), consultou o conteúdo das acções judiciais que a Pharol colocou contra os seus antigos administradores. Zeinal, Granadeiro, Pacheco de Melo e Deloitte são os visados.

O que vai acontecer esta segunda

Números do INE. O instituto divulga a Síntese Económica de Conjuntura, relativa ao mês de Agosto.

Dados económicos na Zona Euro. O gabinete de estatísticas europeu Eurostat reporta a evolução da construção na Zona Euro, em Julho. (jornaldenegocios)

Por: ANA LARANJEIRO

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