Abertura dos mercados: Bolsas europeias, euro e petróleo no verde

(Bloomberg)

As principais praças europeias estão esta quarta-feira a negociar em terreno positivo, aliviando das perdas recentes. O euro ganha terreno face ao dólar e os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais.
Os mercados em números

PSI-20 soma 0,04% para 4.559,21 pontos

Stoxx 600 avança 0,40% para 340,06 pontos

Nikkei desceu 0,69% para 16.614,24 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos somam 3,3 pontos base para 3,330%

Euro soma 0,06% para 1,1227 dólares

Petróleo em Londres cresce 0,51% para 47,34 dólares o barril

Bolsas europeias aliviam de perdas recentes

As principais praças europeias estão a negociar em terreno positivo, aliviando assim um pouco das perdas recentes. O principal índice italiano lidera os ganhos no Velho Continente, subindo 0,50%, seguido pelo espanhol IBEX 35, que valoriza 0,37%. O PSI-20 soma abriu com uma valorização em torno de 0,20%, estando agora a subir apenas 0,04%. O Stoxx 600 cresce 0,40%.

Na Ásia, o sentimento foi negativo. No Japão, o Nikkei desceu 0,69% e o Topix recuou 0,62%. Na China, o Shanghai Composite recua 0,68 e o Hang Seng de Hong Kong aprecia 0,21%.

Esta evolução das praças tem lugar numa altura em que os investidores esperam agora que os bancos centrais mundiais apostem em políticas monetárias menos acomodatícias. A volatilidade tem estado presente nas praças mundiais nas últimas sessões, após comentários contraditórios sobre a possibilidade de subida dos juros por parte da Reserva Federal dos EUA (Fed) no curto prazo. Ainda assim, e tendo em conta as palavras de Lael Brainard, membro da Reserva Federal, o mercado acredita agora que uma subida dos juros não vai acontecer já este mês.

Juros em alta

Os juros da dívida pública portuguesa estão a subir no mercado secundário, isto num dia em que o Estado português vai ao mercado procurar arrecadar entre 750 milhões e 1.000 milhões de euros num leilão de obrigações do Tesouro com maturidade a sete e a 21 anos. A dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si somam 3,3 pontos base para 3,330%. No caso da dívida alemã com a mesma maturidade, as “yields” descem 1,8 pontos base para 0,053%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 326,1 pontos.

Dólar em queda face ao euro
A moeda norte-americana está a recuar face ao euro e face à libra. Por esta altura, o euro soma 0,06% para 1,1227 dólares. Por outro lado, o dólar cede 0,15% para 0,7568 libras. Em relação à moeda japonesa, o dólar soma 0,68% para 103,26 ienes.

Petróleo em alta

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais. O West Texas Intermediate soma 0,76% para 45,24 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, avança 0,51% para 47,34 dólares por barril. Este comportamento da matéria-prima tem lugar numa altura em que o mercado sabe que o excesso de oferta mundial vai prolongar-se mais do que o anteriormente estimado. A Agência Internacional de Energia, citada pela Bloomberg, antecipa agora que o excedente de petróleo vai prolongar-se até ao ano que vem, algo que se deve à quebra no crescimento da procura.

Ouro à espera dos bancos centrais

A cotação do ouro, para entrega imediata, regista uma valorização ligeira de 0,16% para 1.321,16 dólares por onça. Esta evolução do metal amarelo tem lugar numa altura em que os investidores aguardam para perceber se a Fed vai determinar uma subida dos juros ainda este ano. Além disso, a especulação de que o Banco do Japão pode, na próxima semana, rever a sua política monetária depois de vários anos de um alívio sem precedentes, está também a captar a atenção dos investidores.

Destaques do dia

Portugal testa mercado após desilusão com o BCE. Após a reunião do BCE na passada quinta-feira, as taxas das obrigações europeias subiram. Mas isso não impede Portugal de procurar financiamento a sete e a 21 anos, esta quarta-feira.

Draghi ainda pode mudar as regras e beneficiar Portugal. Apesar de ter deixado tudo na mesma na última reunião, o BCE anunciou que iria estudar opções para assegurar a execução do programa de compras.

Banca empurra famílias para crédito a taxa fixa. O montante de crédito à habitação a taxa fixa concedido desde o início do ano supera em mais de seis vezes o do período homólogo. Com esta modalidade, as instituições financeiras conseguem cobrar juros mais altos aos clientes.

Filipe Garcia: “Taxa fixa permite cobrar juros mais altos”. Filipe Garcia, economista da IMF, acredita que a vontade dos bancos tem justificado crescimento da taxa fixa.

Risco de resgate é baixo, mas pressiona OE 2017. Os economistas concordam que os riscos de um segundo resgate aumentaram e que os principais problemas estão na banca. Mas um regresso a 2011 continua a ser improvável no curto prazo.

O que vai acontecer hoje

Portugal volta ao mercado. O IGCP agendou para esta quarta-feira um duplo leilão de dívida a sete e 21 anos. O Tesouro pretende arrecadar entre 750 e 1.000 milhões de euros.

Dados económicos. Em ambos os lados do Atlântico serão publicados indicadores relevantes. Na Zona Euro, o Eurostat divulga a produção industrial, relativa a Julho. Já nos Estados Unidos será conhecido o índice de preços na importação, referente a Agosto. (Negocios)

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