Abertura dos mercados: Bolsas europeias, euro e petróleo animados

(Negocios)

As principais praças europeias estão a negociar em terreno positivo, um sentimento comum ao registado na Ásia. O petróleo está no verde e o euro valoriza face ao dólar.

Os mercados em números

PSI-20 soma 0,29% para 4.776,75 pontos

Stoxx 600 cresce 0,19% para 351,10 pontos

Nikkei subiu 0,66% para 17.037,63 pontos

“Yield” da dívida a 10 anos de Portugal cede 1,1 pontos base para 3,032%

Euro avança 0,15% para 1,1173 dólares

Petróleo valoriza 0,26% para 46,95 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias animadas

As principais bolsas europeias estão a negociar em alta nesta primeira sessão da semana. O espanhol IBEX 35 lidera os ganhos no Velho Continente ao crescer 0,43%, seguido do germânico DAX, que soma 0,39%. O Stoxx 600, índice de referência, cresce 0,19%.

Esta segunda-feira, 5 de Setembro, os investidores vão estar atentos aos dados que vão ser divulgados pelo Banco Central Europeu relativas às compras de activos, no mês de Agosto. Além disso, a Câmara dos Comuns britânica debate uma petição que apela a um segundo referendo sobre a permanência na União Europeia. Esta segunda-feira, vão ser revelados os números das vendas a retalho na Zona Euro, relativas a Julho.

Na Ásia, o dia foi de ganhos. Num dia em que, o líder da autoridade monetária nipónica diz que são precisas medidas “poderosas” de estímulo para contrariar a deflação no país. E põe de parte um cenário de redução dos incentivos à economia na próxima reunião do banco. No Japão, o Nikkei somou 0,66% e o Topix cresceu 0,23%. Na China, o Shanghai Composite soma 0,15% e em Hong Kong, o Hang Seng segue a valorizar 1,70%.

Juros em queda

Os juros da dívida pública portuguesa no mercado secundário estão a cair em todos os prazos. A dez anos, o prazo considerado de referência, as “yields” recuam 1,1 pontos base para 3,032%. Este comportamento da dívida nacional no mercado secundário tem lugar depois de na passada sexta-feira a Moody’s, que tinha agendado para esse dia uma possível decisão sobre o rating e perspectiva de Portugal, ter optado por não o fazer. A notação soberana mantém-se assim em Ba1, que é o primeiro nível de “junk” – já que recai na categoria de investimento especulativo. A última vez que a Moody’s mexeu na classificação da dívida de longo prazo de Portugal foi a 25 de Julho de 2014, quando a elevou de Ba2 para Ba1.

Os juros da dívida pública alemã a dez anos, negociados no mercado secundário, cedem 1,5 pontos base para -0,058%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 306,9 pontos.

Dólar trava ganhos

A moeda norte-americana está a perder terreno em relação às principais pares. Na última sexta-feira foram conhecidos os dados relativos ao crescimento do emprego nos Estados Unidos e estes números ficaram aquém do esperado. Estes números estão a fazer com que menos investidores acreditem que a Reserva Federal dos EUA suba os juros já este mês de Setembro e, por conseguinte, a penalizar a evolução do dólar. Por esta altura, face à moeda japonesa, o dólar recua 0,57% para 103,33 ienes. Face à libra, a moeda norte-americana cede 0,05% para 0,7518 libras. E face à divisa da Zona Euro, o dólar perde 0,16% para 0,8950 euros.

Petróleo no verde

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais. A Arábia Saudita e a Rússia concordaram em trabalharem no sentido de assegurar a estabilidade do mercado petrolífero. Porém, estes dois grandes produtores de “ouro negro” não apresentaram propostas concretas para coordenar a produção da matéria-prima, o que estará a marcar a negociação do petróleo. O West Texas Intermediate sobe 0,09% para 44,48 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, valoriza 0,26% para 46,95 dólares por barril.

Ouro pouco alterado

Os dados relativos ao emprego nos EUA, revelados na semana passada, estão a fazer diminuir a especulação que a Fed vai subir os juros em Setembro. Por esta altura, o ouro, para entrega imediata, soma 0,04% para 1.325,74 dólares por onça.

Destaques do dia

Cristina Casalinho: “Visibilidade da DBRS seria menor sem Portugal”. Cristina Casalinho não antecipa uma descida do “rating” por parte da DBRS. E diz que as “surpresas com contorno de novidade” do Novo Banco e do novo Governo ainda estão a ser digeridas pelos investidores.

Cristina Casalinho: “CGD não terá impacto no financiamento do ano”. Cristina Casalinho diz que o Governo acordou que a injecção na CGD não altera o financiamento de 2016. Ao Negócios, a presidente do IGCP explica, no entanto, que os reembolsos ao FMI poderão ser cancelados.

Cristina Casalinho: “Vamos começar a trabalhar no próximo produto de retalho”. Cristina Casalinho reconhece o sucesso das Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV), mas descarta uma nova emissão em 2016. Em carteira, adianta a presidente do IGCP, está a criação de novos produtos de retalho.

Consolidação não resolve problema das gestoras de fundos. As baixas taxas de juro e a saída de investidores estão a penalizar o negócio dos fundos. Apesar da quebra de receitas, os especialistas alertam que um movimento de consolidação é pouco provável e só poderia ser promovido pela própria banca.

José Veiga Sarmento: “Estrutura de grupos financeiros é um obstáculo a fusões”. O presidente da APFIPP, José Veiga Sarmento, defende que cortar comissões não é uma solução sustentável para defender os retornos. Mas a dimensão das gestoras também não.

Orçamento arranca com ponto de partida difícil. Um buraco de cerca de 1.600 milhões de euros e a necessidade de baixar em 0,6 pontos percentuais o défice estrutural são duas dificuldades de raiz na preparação do orçamento do próximo ano.

Consumo de cimento ao nível dos anos 70. Portugal está a consumir um quarto do cimento que pode produzir. A somar-se à retracção do mercado interno devido à falta de investimento, as exportações da Cimpor e da Secil estão a cair a dois dígitos devido à crise em países dependentes das receitas do petróleo.

O que vai acontecer esta segunda-feira

Compras do BCE – O Banco Central Europeu divulga as compras de activos, relativas ao mês de Agosto

Petição sobre referendo no Reino Unido – A Câmara dos Comuns britânica debate uma petição que apela a um segundo referendo sobre a permanência na União Europeia

Retalho na zona Euro – Divulgação das vendas a retalho na Zona Euro, relativas a Julho [anterior (homólogo): 1,6% ; estimativa: 1,8%] (Negocios)

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