Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo em alta com foco nos bancos centrais

(Reuters)

As bolsas europeias estão a negociar em terreno positivo, devido à perspectiva de que os juros nos EUA vão continuar baixos. Esta quarta-feira os investidores estão atentos às palavras de John Williams e Mark Carney.

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,20% para 4.751,54 pontos

Stoxx 600 ganha 0,08% para 349,73 pontos

Nikkei desvalorizou 0,41% para 17.012,44 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,6 pontos para 2,999%

Euro recua 0,09% para 1,1245 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,74% para 47,61 dólares o barril

Bolsas europeias em alta

As bolsas europeias estão a negociar em terreno positivo esta quarta-feira, 7 de Setembro, impulsionadas pela expectativa de que a Reserva Federal dos Estados Unidos vai manter os juros baixos por mais tempo. Esta terça-feira foi revelado que a actividade dos serviços na maior economia do mundo cresceu, em Agosto, ao ritmo mais lento desde Fevereiro de 2010, o que reduziu as expectativas de uma subida da taxa directora já em Setembro.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,08% para 349,73 pontos, num dia em que os investidores estão atentos aos discursos de Mark Carney, governador do Banco de Inglaterra, e de John Williams, presidente da Fed de São Francisco.

Na bolsa nacional, o PSI-20 sobe 0,20% para 4.751,54 pontos, depois de ter interrompido ontem uma série de cinco sessões consecutivas de ganhos. A impulsionar o índice nacional estão sobretudo as cotadas do sector da energia. A EDP sobe 0,76% para 3,064 euros e a Galp Energia soma 0,84% para 13,275 euros.

Juros sobem na periferia do euro
Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão a subir 0,6 pontos para 2,999%, acompanhando a tendência que se estende à generalidade dos países da periferia do euro. Em Espanha, a subida é de 1,0 pontos para 0,939%. A contrariar esta evolução estão as yields da dívida alemã que, no prazo de referência, descem 0,1 pontos para -0,112%.

Libra cai pela primeira vez em seis sessões

A moeda britânica está a negociar em queda face às principais congéneres mundiais, depois de cinco sessões consecutivas de ganhos. Na sessão de ontem, a libra atingiu máximos de meados de Julho face ao euro e ao dólar, depois de ter sido revelado, no início da semana, que a actividade dos serviços registou, em Agosto, a maior subida desde que começaram os registos, há duas décadas.

Esta quarta-feira, a libra desce 0,19% para 1,3415 dólares, antes de Mark Carney, governador do Banco de Inglaterra, testemunhar perante o Parlamento britânico, para discutir a política do banco central. Face à moeda única, a libra desce 0,15% para 1,1921 euros.

Petróleo em alta ligeira

O petróleo está a negociar em alta ligeira nos mercados internacionais, com a descida do dólar norte-americano a aumentar o apetite pelas “commodities”. Isto numa altura em que persistem dúvidas sobre a capacidade dos grandes produtores de tomarem medidas para controlar o crescimento da produção, depois do encontro entre o ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid Al-Falih e o seu congénere russo, na segunda-feira, ter terminado sem um plano concreto para estabilizar o mercado.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,87% para 45,22 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, ganha 0,74% para 47,61 dólares.

Ouro sobe pela quinta sessão

O ouro está a negociar em alta pela quinta sessão consecutiva, contrariando a evolução do dólar norte-americano, devido à queda das expectativas relativas a um aumento dos juros por parte da Fed, em Setembro.

Depois de ter registado ontem a maior subida diária desde o referendo sobre o Brexit, o ouro ganha 0,06% para 1.350,84 dólares. O metal precioso já esteve a negociar nos 1.352,74 dólares, o valor mais alto desde 18 de Agosto.

A prata, pelo contrário, desce 0,35% para 19,9855 dólares.

Destaques do dia

Impaciência do CaixaBank não basta para retirar OPA. A ameaça chegou esta semana via uma notícia num jornal espanhol, mas o banco catalão não pode retirar a oferta sobre o BPI, pelo menos até à continuação da AG que vai tentar votar a desblindagem dos estatutos.

Nova assembleia-geral do BPI ocorre depois da discussão no BCP. O BPI tinha data de assembleia marcada para esta terça-feira. Mas houve um adiamento até 21 de Setembro. Antes de uma solução no BPI, deverá haver novidades no BCP. É na segunda semana de Setembro que a administração discute o investimento da Fosun.

BPI dá potencial de 20% às cotadas do PSI-20. Na véspera de receber as maiores cotadas ibéricas no Porto, o banco de investimento actualizou as avaliações. Entre as 13 empresas do PSI-20, todas têm margem para valorizar até ao final do próximo ano.

Corticeira com maior subida de “target”, Sonae é a que tem maior potencial. A Corticeira Amorim, a Galp e a Jerónimo Martins são as empresas com maior subida de avaliação por parte do BPI. Já a Sonae e os CTT são as cotadas que negoceiam com maior desconto face ao preço-alvo dos analistas do BPI. O potencial de subida da retalhista é de quase 44%.

CaixaBI revê em baixa preço-alvo dos CTT. Os analistas da casa de investimento da CGD baixaram em 7,3% o “target” para as acções dos CTT, mas dizem que a rendibilidade do dividendo ainda compensa o risco de execução.

Oi pede mais 11 anos para começar a pagar aos credores. Os credores que não aceitem converter dívida em capital só vão ser reembolsados 11 anos depois do plano de recuperação da Oi ser aprovado. O plano da operadora, que necessita do aval dos credores, inclui ainda a venda de activos como a Unitel.

Eficácia do BCE é cada vez mais questionada. Estudo de economistas do banco central conclui que as expectativas de inflação estão a desviar-se dos 2% definidos no mandato do banco. Inquérito internacional corrobora menos confiança de economistas. Credibilidade do BCE em causa.

O que vai acontecer hoje

Banco de Inglaterra. Mark Carney, governador do Banco de Inglaterra, testemunha perante o Parlamento britânico, para discutir a política do banco central.

Apple. Apresentação dos novos produtos da Apple. (Negocios)

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