Abel Chivukuvuku augura futuro de paz

Abel Chivukuvuku - Presidente da CASA-CE (Angop/Arq)

O presidente cessante da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, declarou nesta terça-feira, em Luanda, que é “dever comum contribuir para um futuro de paz, concórdia, justiça e prosperidade”, tendo em vista “as gerações do presente e futuro” em Angola.

Ao discursar na cerimónia de abertura do II Congresso da coligação eleitoral Convergência Ampla de Salvação de Angola (CASA-CE), disse ser objectivo comum a preservação da humanidade e a busca da plena realização dos angolanos.

Afirmou que Angola e os angolanos “são a razão da existência” daquela força política, “vocacionada para exercer o poder político de forma patriótica, com competência e inquestionável honestidade”.

Afirmou que a sua força política tem condições para ser, a partir das eleições gerais de 2017, governo ou parte dele, tendo como uma das principais linhas de força a preservação da paz, unidade nacional e da integridade territorial.

Abel Chivukuvuku valorizou também a garantia da estabilidade, assente na legalidade, no bem-estar do cidadão, na justiça social, no respeito pela dignidade da pessoa humana, sustentada por instituições legitimas, fortes por processos políticos legítimos, justos, sérios e transparentes.

Apontou como premissas a construção efectiva de um Estado Democrático e de Direito e a reforma constitucional com um modelo de Estado unitário e politicamente descentralizado, poder político desconcentrado, baseado numa forte separação de poderes interdependentes.

Sugeriu a institucionalização da eleição por sufrágio directo e pessoal do Presidente da República e a solução do problema de Cabinda por via do diálogo, mediante estatuto de autonomia regional.

O político defendeu um sistema económico de mercado, baseado na livre iniciativa privada, a protecção dos direitos de propriedade, reservando ao Estado o papel regulador, a correcção das assimetrias regionais e a adopção do princípio da discriminação geográfica positiva.

Aplaudido pelos delegados, Abel Chivukuvuku falou da afirmação dos valores identitários dos angolanos, enquanto parte de uma nação africana.

Disse que é a favor da promoção de órgãos de segurança nacional republicanos, apartidários, potentes, moderno, humanizados à altura dos desafios actuais e futuros e por uma política externa e de cooperação internacional baseada nos marcos do respeito da carta da ONU, da União Africana e no respeito aos compromissos internacionais.

Para Abel Ckivukuvuku, está é “uma agenda de governação clara, transparente, ambiciosa, realista e exequível e a à dimensão da visão sobre Angola do futuro”.

Pediu o engajamento dos seus militantes e lembrou que apenas faltam dez meses para a realização das eleições gerais de 2017.

Apontou como uma das prioridades a institucionalização do gabinete técnico eleitoral, dotando-o de recursos e estratégia para contribuir para a preparação da CASA-CE para as próximas eleições.

O conclave, que decorrerá até quinta-feira (9), vai eleger, ainda hoje, o presidente e os vice-presidentes da coligação.

O evento vai discutir, em painéis, a transformação da coligação em partido político, o ajustamento dos estatutos e do programa da organização, bem como a estratégia para as próximas eleições gerais de 2017.

Fundada a 5 de Janeiro de 2012, a CASA-CE é uma coligação formada pelos partidos Aliança Livre de Maioria Angolana (PALMA), Apoio para Democracia e Desenvolvimento de Angola – Aliança Patriótica (PADDA-AP), Partido Pacífico Angolano (PPA), e Partido Nacional de Salvação de Angola (PNSA). (Angop)

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