Três demissões no Comité Democrata dos EUA após emails divulgados pela Wikileaks

(Bloomberg)

Três altos cargos do Comité Nacional Democrata dos Estados Unidos vão deixar esta semana os seus postos de trabalho devido ao escândalo da divulgação pela WikiLeaks de um vasto conjunto de emails.

As mensagens revelavam que líderes do partido tentaram prejudicar a campanha de Bernie Sanders, concorrente, a par de Hillary Clinton, à nomeação do partido para as presidenciais de Novembro.

O director de comunicações do Comité Nacional Democrata, Luís Miranda, a directora executiva do secretariado do partido, Amy Dacey, e o seu principal executivo financeiro, Brad Marshall, vão abandonar os seus cargos.

Assim, elevam-se a quatro as demissões provocadas pela divulgação dos emails, depois de a presidente do Comité, Debbie Wasserman Schultz, ter abandonado o cargo.

O portal da Internet WikiLeaks publicou no fim de Julho 20.000 mensagens electrónicas trocadas entre Janeiro de 2015 e Maio de 2016, adquiridos por piratas electrónicos que alegadamente invadiram as contas de sete líderes do Comité Nacional Democrático.

As mensagens revelavam que líderes do partido tentaram prejudicar a campanha de Bernie Sanders, quando o partido é supostamente neutro em relação aos candidatos.

A revelação destes emails criou mal-estar na Convenção Nacional do Partido Democrata que decorreu na semana passada, em Filadélfia, com os apoiantes de Bernie Sanders a insurgirem-se contra Hillary Clinton. Mas Sanders pediu para que o partido demonstrasse o seu apoio, em peso, a Clinton, que já é a nomeada oficial dos democratas para as presidenciais de 8 de Novembro.

O Wikileaks foi fundado por Julian Assange em 2006. Quatro anos depois, revelou detalhes sobre o envolvimento dos EUA nas guerras do Afeganistão e do Iraque, publicando telegramas secretos da diplomacia de Washington. Desde então têm sido muitos os documentos confidenciais, de todo o mundo, que são postos a nu nesta plataforma online. (Negocios/Lusa)

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