Swazilândia: SADC debate entrada de novos membros na organização

Ministro das Relações Exteriores - Georges Chicoti (Foto: Clemente dos Santos)

A reunião do Conselho de Ministros da Comunidade de Desenvolvimento da SADC, encerrada neste sábado, em Mbabane, Reino da Swazilândia, analisou a questão do Burundi e das Ilhas Comores para adesão a esta organização regional.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, Georges Chicoti, a reunião de cúpula ministerial não está a encontrar consenso em relação a esta temática.

Estes dois países solicitaram a entrada na SADC há dois anos, mas até agora os estados membros não encontram consenso em relação ao assunto.

O ministro das Relações Exteriores notou que as intervenções feitas por Angola e África do Sul foram no sentido do Secretariado Executivo da Organização acelerar este processo.

Com efeito, referiu que em Fevereiro haverá uma Cimeira que vai também analisar esse ponto, para poder permitir a entrada desses países que já solicitaram a algum tempo.

Dentro dos critérios da SADC, o primeiro aspecto é a tentativa de escolher países que não estejam em conflito.

O segundo é escolher países que não estejam em conflito com um membro da SADC e há um terceiro aspecto ligado a questões económicas que avalia se um país é capaz ou não de trazer benefícios à própria organização, pagar quotas e ajudar a progredir no processo de integração regional.

Em termos de ideologia política, o Burundi estará a altura de ingressar na família da SADC.

Economicamente pode não trazer nada de novo para a organização, mas em termos de ideologia política coaduna-se com os pensamentos dos países da SADC, o que já não é tão similar para as Ilhas Maurícias.

Integram a SADC Angola, África do Sul, Botswana, República Democrática do Congo (RDC), Lesotho, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwe e Seicheles. (ANGOP)

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