Renovação do Comité Central do MPLA é matéria sensível – Rui Falcão

Membro do Comitê Central do MPLA, Rui Falcão, quando falava à imprensa após Vª reunião extraordinária do partido. (Foto: Franscisco Miudo)

A renovação do Comité Central (CC) do MPLA, cuja proposta de candidaturas foi discutida nesta terça-feira, na sua V sessão extraordinária, constitui matéria “sensível, difícil, mas necessária”, considerou, em Luanda, o membro daquele órgão do partido no poder Rui Falcão.

O ponto de vista foi manifestado à imprensa, à margem dos trabalhos do CC, orientados pelo presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos.

Segundo o político, “há figuras que, pela sua trajectória, mereciam continuar na direcção do partido, mas a renovação impõe-se”.

Rui Falcão sugeriu o ingresso de mais jovens no órgão, com novas ideias para catapultar o país rumo ao desenvolvimento.

“Não vale a pena entrarmos na retórica de que uns devem ficar e outros devem sair”, advogou.

Sublinhou que o processo de renovação na direcção do partido antevia atingir 45 porcento, mas ficou em 44 porcento.

Sobre o Congresso do MPLA, que decorrerá de 17 a 20 deste mês, adiantou que deverá actualizar a estratégia de desenvolvimento 2025 e confirmar a liderança de José Eduardo dos Santos no partido, fundado a 10 de Dezembro de 1956.

Contudo, vaticinou que, pela sua experiência, José Eduardo dos Santos deverá introduzir os elementos que julgar necessários, para acelerar o processo de crescimento do país, nos domínios económico e social, visando um futuro promissor.

Relativamente ao registo eleitoral, no âmbito do pleito de 2017, Rui Falcão indicou que a província do Namibe está preparada para o arranque do processo, dia 25 deste mês, augurando que as tarefas decorram com a tranquilidade necessária.

A sessão aprovou a proposta de candidaturas a membros do Comité Central, com base no princípio da renovação e continuidade, da representatividade do género e da juventude.

Anuiu igualmente o anteprojecto de relatório de balanço e processo orgânico do VII Congresso Ordinário do MPLA, bem como uma resolução que alarga a composição do seu Comité Central, de 311 para 363 membros. (ANGOP)

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