Programa do Governo revoluciona indústria de transformação da madeira

Moxico : Zona de Exploração de Madeira do Poza (Foto: Gaspar dos Santos)

O Moxico conta com cinco projectos ligados à transformação da madeira, no âmbito do programa dirigido do Executivo angolano de apoio ao empresariado nacional para a aceleração do processo de diversificação da economia do país, afirmou o presidente da Associação dos Madeireiros da mesma província, Frederico Paulino.

“A princípio, já foi aprovado o programa dirigido de apoio ao empresariado nacional. Para o Moxico, foi eleita a produção de madeira e de arroz”, esclareceu o responsável à Angop.

“Já esteve aqui o Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), na pessoa do seu director, e reuniu-se com as empresas eleitas. Está-se a trabalhar para ver se estas instituições possam ter financiamento no biénio 2016/2017”, informou.

Segundo Frederico Paulino, esta iniciativa do Executivo vem juntar-se a outras empresas que pretendem transformar, localmente, toda a madeira explorada na província.

“Agora, todas as empresas querem utilizar a madeira como divisa, mas cabe ao Governo seleccionar instituições idóneas que vão ajudar, com a sua actividade, na arrecadação de moedas estrangeiras para o país”, acrescentou.

Das cinco empresas seleccionadas, conforme o líder, duas vão processar madeira, outras vão dedicar-se à transportação do produto e uma estará voltada para o corte.

As empresas de transformação, disse, terão linhas de processamento de madeira em blocos, tábuas, pranchas, vigas, barrotes, tacos, entre outros derivados da madeira.

Relativamente à linha de contraplacados, afirmou não estar ainda contemplada, por enquanto, mas, quando as empresas tiverem capacidade financeira para alargar o leque de investimentos, poderão fazê-lo.

Os associados não estão apenas à espera deste programa do Governo, porque existem outras iniciativas em curso, como já foi referido.

Esperamos que, no próximo ano, estas iniciativas isoladas e as do Executivo possam dar mais força (dinâmica) à produção de madeira, uma vez que a província tem em abundância estes recursos que devem ser transformados localmente, para animar o surgimento das carpintarias, marcenarias e outras empresas que têm a madeira como a sua matéria-prima para o funcionamento.

O Governo deve potenciar as empresas com experiência comprovada, para que não haja fracasso do programa ou das estratégias gizadas, pois as outras instituições que estão a associar-se aos chineses não têm possibilidade financeira e técnica para poderem impor-se perante os chineses.

“Quando se negoceia em desvantagem, a solução é acatar as regras impostas pela parte mais forte. A corelação de forças deve ser equilibrada. Então, o Executivo tem de ajudar a potenciar essas empresas para fazerem parcerias mais equilibradas”, asseverou.

Com a criação destes programas do Governo e com as iniciativas dos próprios empresários, estima-se a geração de dezenas de milhares de postos de trabalho directos e indirectos.

“Hoje, muitos jovens da comunidade encontram nesta actividade uma oportunidade para obter o seu primeiro emprego. E também outros madeireiros, em função da legislação, estão a fazer esforço para instalar serrações nas áreas de exploração para a transformação local da madeira”, fez saber.

“No longo-prazo, pelo menos 100 mil pessoas poderão ser empregadas de forma directa e indirecta”, finalizou. (Angop)

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